Ana Marcela Cunha fala sobre preparação olímpica: “Planejamento de 13 meses”

Em entrevista o jornal Estadão, atleta da Maratona Aquática falou sobre a expectativa para os Jogos Olímpicos. Baiana vai tentar sua primeira medalha olímpica

Aécio de Paula
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Reprodução: Instagram/ Ana Marcela Cunha

Falta pouco para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Atletas das mais diversas modalidades estão em fase final de preparação. Muitos deles ainda buscam a vaga para os Jogos. Este definitivamente não é o caso de Ana Marcela Cunha. A baiana da Maratona Aquática está classificada para os Jogos de Tóquio desde julho de 2019. De acordo com ela, este é um ponto extremamente positivo. Isso porque ela tem mais tempo de planejamento do que suas principais adversárias.

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Em entrevista ao Estadão Conteúdo, a atleta parece não ter medo de colocar pressão em si mesmo. E pressão parece que realmente não faz parte do cardápio da atleta. Aliás, em 2019, a atleta viveu um ano mágico. No Mundial de Esportes Aquáticos, ela conquistou duas medalhas de ouro. Repetiu a performance no Pan de Lima. Venceu ainda cinco etapas do circuito de maratonas aquáticas.

Não à toa, foi eleita a melhor nadadora do mundo pela revista norte-americana Swimming World. Dessa forma, Ana Marcela se torna um dos grandes focos do Brasil para os Jogos de Tóquio. Entre as apostas de pódio brasileiro na capital japonesa ela não pode faltar. E de acordo com ela mesma, suas chances são maiores.

Mais tempo

Ana Marcela explicou como a sua classificação antecipada a ajudou no planejamento para os Jogos. “Existem algumas meninas que ainda não estão classificadas e que são fortes. Portanto elas só terão praticamente três meses entre a seletiva e a Olimpíada. Nós fizemos um planejamento de 13 meses. Isso é um ponto muito positivo para mim”, disse a atleta em entrevista ao jornal.

“Teremos duas ou três etapas da Copa do Mundo. Vamos nadar como convidados no Campeonato Francês e o Campeonato Americano. São portanto dois torneios fortes. Vamos competir menos em etapas de Copa do Mundo para não ficarmos muito visados. Escolhemos algumas provas que não são tão cheias”, completou.