“Fracasso espetacular”, diz New York Times sobre Neymar no PSG

Mesmo vivendo grande fase, atacante brasileiro foi alvo de críticas do jornal americano

Ítalo Bruno
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação/Twitter

O brasileiro Neymar tem demonstrado um grande futebol, como também uma tentativa de se portar de forma mais madura, mas mesmo assim segue sendo alvo de críticas. O jornalista Rory Smith, detonou o brasileiro através de sua coluna no New York Times. Para Smith, a passagem do jogador pelo PSG é um “fracasso espetacular”.

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A festa de aniversário do jogador, que aconteceu no último sábado (1), foi para o jornalista, um episódio que prova que Neymar se preocupa muito mais em ser assunto na mídia por conta da sua vida noturna, do que pelo futebol praticado.

Rory Smith lembrou também que o motivo do brasileiro ter deixado o Barcelona e ter rumado para Paris, foi deixar a sombra de Lionel Messi e conquistar a Bola de Ouro.

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“Neymar queria, principalmente, vencer uma Bola de Ouro. Ele havia, em anos recentes, se estabelecido no top cinco, talvez no top três atrás apenas de Messi e Cristiano Ronaldo. Ele não poderia dar o passo final, pensou, se não fosse reconhecido nem como o melhor jogador de seu time”, comentou.

“No 1º ano, terminou em terceiro na votação. No ano seguinte, caiu para 12º. Esse ano, dois jogadores do Paris entraram na lista dos 30 finalistas. Mbappé em sexto, Marquinhos em 28º. Neymar sequer foi nomeado”.

“Por seu próprio critério, quase três temporadas depois de deixar o Barcelona, a ida de Neymar para o PSG só pode ser classificada como um fracasso espetacular”, prossegue. “Não só ele não venceu a Bola de Ouro, como saiu de qualquer disputa. O jogador que deveria herdar a coroa de Messi ou Cristiano, agora está atrás de toda uma geração liderada por Mbappé”, completou.

A postura de Neymar dentro de campo, também foi duramente criticada por Rory Smith, que usou o episódio do cartão amarelo contra o Montpellier, quando Neymar tentou aplicar um chapéu no adversário, foi advertido pela arbitragem, reclamou e recebeu cartão amarelo. Para o colunista, o brasileiro provou que acredita que “a maior forma de jogar futebol é a expressão da habilidade individual”.

“É o que o faz tão em sintonia com a era moderna do esporte, claro – os gifs e memes e os vídeos de seis segundos sendo virais -, mas é também seu maior defeito”, explicou.

“O problema com esses clipes é que eles estão fora de contexto e a grandeza no futebol, e em todos os esportes, geralmente é determinada exclusivamente por contexto”, concluiu.

“A habilidade de Neymar é um adorno para o jogo, não um fator determinante nele. Sua gracinha no meio de um jogo da Ligue 1 significa menos do que um jogador de talento limitado guiando seu time durante uma partida equilibrada de Champions League”.

Rory Smith finaliza seu texto com uma frase impactante e até com certo teor polêmico: “Existe uma sensação de que quando olharmos para a carreira de Neymar em retrospecto veremos todo o glamour e extravagância e pouco ou nada a mais: todo o estilo, nenhuma substância. Um talento geracional que não foi aproveitado”.

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