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8 jogadores que eram craques, mas não deram certo como treinador de futebol

Roberto Carlos, Maradona e o aniversariante Toninho Cerezo foram alguns dos atletas que não tiveram sucesso no banco de reservas como comandante

Rafael Alves
Colaborador especialista.

Crédito: Vladimir Pesnya/Epsilon/Getty Images

Nesta terça-feira (21), o ex-volante de Atlético-MG, Roma, seleção brasileira e São Paulo, Toninho Cerezo, comemora o seu 65º aniversário. Apesar do sucesso na carreira como jogador no Brasil e até na Europa, o profissional é mais um caso de craque como atleta que não consegue repetir o sucesso como treinador de futebol.

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Após pendurar as chuteiras em 1997, Toninho Cerezo começou a se especializar e se tornou técnico em 1999, comandando o Atlético Mineiro, onde fez história como jogador. Sem muito brilho, acabou saindo e assumindo o Vitória na mesma temporada.

Seu sucesso no banco de reservas acabou sendo no Japão, onde teve o seu último trabalho inclusive. De 2000 até 2005, o ex-volante assumiu o Kashima Antlers, do futebol asiático. Passou pelo mundo árabe e logo depois tentou novamente o sucesso no Brasil, mas teve de retornar ao Japão, onde treinou a mesma equipe da primeira passagem em 2013 e 2015. Atualmente está sem clube.

Esse fracasso como treinador de futebol após brilhar com as chuteiras não é unanimidade de Toninho Cerezo. Outros grandes nomes que foram ídolos como jogador acabaram não conseguindo destaque no banco. Pensando nisso, o TORCEDORES listou oito craque que não foram bem como treinador.

Roberto Carlos

Campeão do mundo com a seleção brasileira em 2002, o ex-lateral se aventurou como treinador em 2013. Apesar de passar um tempo como auxiliar do Anzhi Makhachkala, da Rússia, em 2012, ele só ganhou a primeira oportunidade em 2013, no Sivasspor, da Turquia.

Após terminar em quinto lugar na primeira temporada, ele começou 2014/2015 com resultados ruins e saiu do time turco, mas acabou sendo eleito o melhor técnico da Turquia em 2014, antes de ser anunciado como treinador do Akhisar Belediyespor, também do país, mas não teve o mesmo sucesso inicial.

O último trabalho de Roberto Carlos foi em 2015, na India, pelo Delhi Dyamos. Ele tinha até sido oficializado em um time do Qatar antes, mas acabou nem estreando. No clube indiano, o brasileiro novamente não teve sucesso e nunca mais assumiu uma equipe como treinador.

Maradona

Surpresa em 2008, a Argentina anunciou o ídolo Diego Armando Maradona como treinador para a Copa do Mundo de 2010. A escolha acabou causando muitas dúvidas após um início na carreira quase inexistente (treinou duas equipe na década de 1990, conseguindo apenas três vitórias).

A seleção foi eliminada nas quartas de final por 4 a 0 para a Alemanha e deixou o comando 20 dias depois. Depois disso, ele passou como treinador no futebol árabe em 2011/12 e 2017/18. O argentino ainda chegou a comandar o Dorados de Sinaloa, do México, mas atualmente comanda o Gimnasia y Esgrima.

Falcão

Volante na Copa do Mundo de 1982 e ídolo na Roma e no Internacional, Falcão tentou sua vida como treinador de futebol estreando na seleção brasileira em 1990 a 1991. Logo depois, comandou o time gaúcho em 17 jogos de 1993 e retornou ao Beira-Rio em 2011, conquistando o Estadual. Fora isso, o ex-jogador, que também comandou o Sport, o Bahia e a seleção do Japão, mas não foi muito longe.

Van Basten

Um dos maiores atacantes da história, o holandês Van Basten teve grandes oportunidades para começar a carreira como treinador, mas não deu certo. O ídolo do Ajax começou a nova carreira em 2004 logo treinando a seleção nacional para a Copa do Mundo de 2006. No Mundial da Alemanha, o ex-jogador causou polêmica ao não levar Seedorf e Kluivert e foi eliminado nas oitavas de final.

Em 2008, aceitou ser técnico de futebol do Ajax, onde tinha atuado entre 1982 e 1987 e se tornado ídolo. Porém, ele seguiu comandando a seleção holandesa. A experiência dupla acabou não dando certo: eliminação na Eurocopa para a Rússia e demitido no Ajax após não se classificar nem para os playoffs da Liga dos Campeões.

Filippo Inzaghi

Atacante que se tornou ídolo do Milan e da seleção nacional chegou a treinar a equipe italiana, mas não teve muito sucesso em 2014/2015. Atualmente, treina o Benevento, após passar por Bologna e Venezia, todos do país onde nasceu.

Ricardinho

Ídolo do Corinthians, o ex-meia foi um dos que mais rodaram como treinador, mas que também não deu certo na nova função. Ele treinou Ceará, Avaí, Paraná, Santa Cruz, Portuguesa, Tupi-MG e Londrina, encerrando a carreira em 2018 para virar comentarista.

Junior

Ídolo do Flamengo e ex-jogador da seleção brasileira, o lateral se tornou treinador em 1993, logo após anunciar sua aposentadoria. O primeiro clube foi logo a equipe rubro-negra do Rio de Janeiro, onde já era ídolo. Ele dirigiu o clube até 1994, em 54 jogos, na sua primeira passagem. Voltou três anos depois, mas comandou apenas por 23 jogos.

Zetti

Goleiro ídolo do São Paulo, Zetti comandou sete equipes entre 2003 e 2009. A primeira equipe da Série A do Brasileirão foi o Atlético Mineiro, que deu a chance para o ex-jogador após ele ter comandado Guarani, Fortaleza, São Caetano, Bahia e Ponte Preta. O Paraná foi a sua última oportunidade, em 2009.

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