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Planos para volta de esportes americanos mostra pouca preocupação com atletas

Divulgação

Esportes tradicionais norte-americanos estão paralisados devido ao novo coronavírus

Há quase um mês, modalidades como NBA e NHL paralisaram suas atividades devido ao novo coronavírus. Assim, para evitar a propagação do vírus, foi necessário que os jogos fossem interrompidos por tempo indeterminado.

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Essa ação, sem precedentes teve um efeito econômico para todos os clubes e ainda deixou os fãs sem seus jogadores favoritos. É um período novo para todo o mundo, afinal, estamos em uma crise de saúde que nossa geração não acompanhou e ainda aprende como lidar.

Só que até o momento, nas últimas reuniões e informações sobre a recuperação do esporte e uma tentativa de voltar à normalidade, mostra que os organizadores e até mesmo os fãs, não se importam com a saúde dos grandes nomes das partidas: os atletas.

De acordo com o portal For the Win, que apurou as opções mais atuais de tentativa de volta, até mesmo o presidente Trump espera que os esportes voltem muito em breve e que a temporada da NFL comece em setembro, com fãs nas arquibancadas.

Já a ESPN, informou que a NHL considera realizar partidas com várias equipes jogando no mesmo local, com utilização reduzida de arenas. A MLB, tem um plano de começar a temporada em maio, com os jogadores no Arizona, em quarentena por mais de quatro meses.

A NBA também tem como um dos planos de volta, isolar os atletas em Las Vegas para disputarem o restante da temporada. E Dana White, afirmou que planejava até mesmo adquirir uma ilha privada para que o UFC volte a ser disputado de maneira normal.

Todos os planos apresentados até aqui são opções, nenhuma delas foi confirmada oficialmente, até porque ninguém sabe como lidar exatamente com essa situação e muito menos o tempo que o vírus permanecerá em alta pelo planeta.

Especialistas acreditam que apressar a volta da normalidade, como os esportes, pode levar a piora do quadro e até mesmo agravar o surto. Mas as ligas norte-americanas, procuram de alguma maneira a retomada, como se fosse a coisa mais importante da atualidade.

Nos Estados Unidos, o número de mortos ultrapassam os 11 mil e são mais de 300 mil infectados. A curva não foi achatada por lá e eles vivem o que pode ser o ápice do novo coronavírus. Existe até mesmo a possibilidade de enterrar temporariamente os mortos em parques públicos.

O que causa mais espanto é que mesmo no país mais rico do mundo, alguns dirigentes ignoram a vida humana. O caso recente da MLB, de buscar voltar a temporada e até mesmo contratar mais jogadores para caso algum ficar doente, o show não parar, é algo que choca a opinião pública. E escancara a pouca importância com a saúde dos atletas.

É um momento onde os atletas são tratados como mercadorias descartáveis. Mesmo com todas as medidas de segurança que possam ser feitas, o simples fato de aglomerar os atletas e responsáveis para uma partida realizar, já apresenta alto risco de contaminação para inúmeras pessoas.

Este não é o momento de pensar na volta dos esportes. Por mais que amemos a adrenalina e acompanhar os gênios do esporte, o momento é de luta contra o Covid-19. É o momento de luta pela vida. Por agora, o esporte, só mesmo se for virtual. É fundamental pensar na vida.

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