Atletas recusam reduzir intervalos entre partidas e CBF estuda possibilidades

Clubes poderiam atuar em intervalos menores a 66h desde que os jogadores utilizados não sejam os mesmos

Matheus Leal
Colaborador do Torcedores.com e do Hashtag Rubro-Negro.

Crédito: Alexandre Vidal / Flamengo

A CBF estuda possibilidades para encaixar o calendário completo das equipes em apenas seis meses. Uma das alternativas seria a diminuição do intervalo de tempo entre as partidas. Atualmente, esse período é de 66h e a Confederação Brasileira de Futebol cogitou diminuir para apenas 48h. No entanto, os jogadores já vetaram e não aceitam reduzir o tempo de descanso entre dois jogos.

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O intervalo mínimo é um acordo entre a própria CBF e a Fenapaf, Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol, estabelecido em 2017. Ele consta, inclusive, no Regulamento Geral de Competições da Confederação Brasileira. Há uma multa de R$ 25 mil caso haja o descumprimento da regra por algum clube..

“Nós fizemos a consulta. Todos disseram não. Não pode haver jogo com intervalo inferior a 66h. A Fenapaf não está autorizada a quebrar o acordo, pois a categoria não aceita. É para cumprir o acordo assinado em Campinas, há três anos, que se estendeu para todo o Brasil”, afirmou Felipe Augusto, presidente da Fenapaf, ao GloboEsporte.com.

“Se um clube deseja jogar no intervalo diferente, pode jogar, desde que os atletas não sejam os mesmos. Ou seja, eles podem fazer como entenderem para fechar o calendário, mas não com os mesmos atletas. Se houver jogos com os mesmos atletas, a Fenapaf irá comunicar ao TRT, da 15ª região que o acordo não está sendo cumprido”, finalizou Felipe Augusto.

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