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Clubes querem reunião na CBF e pedem explicações sobre arbitragem

Movimento de clubes contrários ao comando da arbitragem aumentou

Por Matheus Camargo em 10/11/2020 15:00 - Atualizado há 4 anos

Divulgação/CBF

Mais clubes se uniram em reclamações diretas e públicas à CBF contra a arbitragem no Brasil e pediram explicações à entidade após erros graves cometidos em seus jogos.

O movimento começou ainda no primeiro turno do Brasileirão, quando São Paulo, Atlético-MG, Grêmio e outros clubes iniciaram reuniões com a CBF para discutirem o futuro da arbitragem e para questionarem o comando do quesito, atualmente nas mãos de Leonardo Gaciba.

Nos últimos dias, o Corinthians foi quem mais reclamou e, segundo palavras do próprio presidente Andrés Sanchez, levará um protesto formal pela eliminação da Copa do Brasil, contra o América-MG, que se concretizou por um pênalti polêmico cometido por Lucas Piton, que estava de costas e tocou com a mão na bola dentro da área.

“Não vai ficar barato. Vou à CBF levar o protesto do Corinthians por esse pênalti absurdo e farei questão de ouvir o aúdio da conversa do VAR. Arbitragens como essa de ontem não tem cabimento”, escreveu Andrés no dia 5 de novembro, no Twitter.

Após a rodada do fim de semana, porém, mais dois clubes brasileiros indicaram protestos formais na CBF por se sentirem lesados pela arbitragem.

O Goiás, que reclama do gol de Brenner, do São Paulo, questiona o VAR por não ter enxergado se a bola ultrapassou ou não a linha do gol. O equipamento não tem precisão para esse tipo de lance e a decisão ficou para o campo.

A reclamação mais pesada do fim de semana, porém, foi do Botafogo. Isso porque o clube sofreu o gol da vitória do Bahia aos 52 minutos do segundo tempo após mais um pênalti polêmico. Após finalização, a bola bateu no joelho do zagueiro Marcelo Benevenuto antes de subir para seu braço. Segundo o protocolo atual, se a bola toca em outra parte do corpo antes do braço, o pênalti inexiste. Mesmo assim o árbitro de campo confirmou a marcação e não foi ao VAR.

Com isso, os três clubes reforçam ainda mais o descontentamento dos clubes da Série A do Brasileirão contra a arbitragem em 2020.

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