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Bia Haddad fala que aprendeu a “dar valor a vida” com suspensão

Bia Haddad ficou treze meses sem entrar em quadra

Carlos Lemes Jr
Colaborador do Torcedores.com.Jornalista formado, desde 2012, e no Torcedores, desde 2015. Matérias exclusivas pelo site publicadas nos portais IG, MSN e UOL.

Crédito: Divulgaçãp/DGW Comunicação

2020 vai chegando ao final como um ano de muita reflexão para muita gente. Para Bia Haddad, essa definição é perfeita.

“Acho que o que eu mais aprendi foi dar valor para a vida que eu tenho e para o privilégio de poder viajar e jogar. Posso viver um sonho que eu sempre quis desde criança. Quando a gente sente falta de fazer o que ama, a gente dá mais valor”, reflete a brasileira em entrevista ao TenisBrasil.

Além da pandemia, que paralisou o circuito do tênis, até meados de julho, a tenista enfrentou uma suspensão por doping, que se encerrou em junho. Ou seja, foram treze meses sem entrar em uma quadra.

“Acho que eu lidei muito bem com as emoções. Consegui quebrar muitas barreiras dentro de mim, para buscar jogos duros e reverter situações muito difíceis sozinha. Viajei e me preparei sozinha, sem a minha equipe, estava sem condições de levar ninguém”, explica a paulista de 24 anos, na mesma entrevista.

Em termos de ranking, Bia já escalou uma “pequena montanha” em busca de posições melhores: saiu de  1.339º e fecha o ano como 359º da WTA. Uma “escalada” de mais de mil lugares.

A tenista não esconde que a meta é ser top 20, mas ela garante não ter pressa.

“É óbvio, que eu busco o meu sonho e o meu objetivo que é ser top 20, mas primeiro quero voltar a jogar um quali de um Grand Slam e voltar ao top 100 agora. Estou pensando a cada degrau até ficar entre as 20 melhores, porque ali afunila muito e tudo pode acontecer. Eu tenho que estar feliz independente do resultado que vier. Acho que estou no momento da minha vida que eu tenho que buscar o meu melhor, o que me faz feliz”, resume.

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