Com calotes, América-Mg demorou a receber por Richarlison

Depois de diversas transferências, mudanças de dono na dívida e idas e vindas na justiça o América-Mg recebeu o valor referente ao atleta

Igor Mello
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução / @richarlison

Richarlison foi revelado pelo América-Mg. Hoje o atacante da seleção brasileira joga no Everton da Inglaterra. Desde a sua saída do clube mineiro, o recebimento pelo pagamento das transferências não chegaram nas mãos da equipe de Minas. Os problemas não envolvem o atleta, mas sim os clubes envolvidos na transação.

Em 2015, o atacante foi vendido ao Fluminense. Na ocasião, o time mineiro ficou com 20% dos direitos econômicos do atleta em relação a uma futura venda.

Quase dois anos depois, em julho de 2017, Richarlison foi vendido pelo clube carioca para o Watford por 12,5 milhões de euros. Essa quantia seria paga em duas parcelas, a primeira no momento da transferência e a segunda no ano seguinte. O clube inglês honrou com suas parcelas pagando o tricolor em dia, entretanto o Fluminense não repassou os 20% devidos ao clube mineiro.

Dessa forma, o América-MG entrou com uma ação judicial contra o tricolor para o pagamento da dívida. Na ocasião, o time carioca fechou um acordo em que pagaria cerca de R$ 1 milhão imediatamente e repassaria o restante ao Corinthians, o qual possuía um débito com a equipe das laranjeiras.

Com isso, o alvinegro terá que pagaria em três parcelas – de junho a agosto de 2019 – os valores. Além disso, o Corinthians iria descontar desse valor cerca de  R$ 720 mil que o clube mineiro estava em débito. Dessa forma, o pagamento final ficara na casa dos R$ 6,5 milhões.

Todavia, o time paulista não quitou a última parcela e devia um total de  R$ 2,9 milhões ao América. Nesse âmbito, o time de minas, entrou no começo de 2020 com nova ação na justiça de São Paulo para cobrar o valor restante. Em julho, saiu o resultado por meio de uma ordem que determinava o bloqueio de até  R$ 3,7 milhões nas contas alvinegras. Por outro lado, foram encontrados somente R$ 428 mil nas contas do clube.

A partir do bloqueio, os clubes sentaram e entraram e acordo. Em agosto foi homologado o novo arranjo entre as partes para a quitação dos valores, encerrando o processo.

No final de tudo, o clube mineiro sofreu dois calotes e teve que entrar na justiça duas vezes para receber seu dinheiro quase dois anos depois.

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