TV argentina diz que relação de Boca e Conmebol pode influenciar arbitragem contra o Santos

Boca Juniors e Santos se enfrentam nesta quarta-feira (13) em jogo que vale a vaga para a final da Copa Libertadores da América

Rafael Brayan
Apaixonado pelo estudo do esporte mais praticado no mundo.

Foto: Santos x Boca Juniors

Os torcedores do Santos se preocupam com a arbitragem do jogo desta quarta-feira (13). A equipe brasileira receberá o Boca Juniors na Vila Belmiro, em confronto que vale a última vaga para a final da Libertadores. Medo dos santistas parte por uma suposta ajuda da Conmebol para uma homenagem do clube de Buenos Aires a Maradona nesta edição.

Além das teorias da conspiração criadas entre os torcedores, a ESPN da Argentina afirmou que existe uma “estreita relação entre o Boca Juniors e a Conmebol”. De acordo com o jornalista Leo Paradiso, que é um dos maiores nomes da imprensa no país, há um problema na raiz que foge apenas do árbitro de vídeo.

“Falam do VAR, mas o problema está na raiz, não na tecnologia. Por muito tempo condicionaram os árbitros dizendo que entre River e Conmebol havia uma relação estreita. E agora entre Boca e Conmebol também existe uma relação estreita”, disse na última terça-feira (12).

Ele ainda destaca a amizade entre os dirigentes e o treinador do Boca Juniors com Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol. “Belloso, Riquelme [dirigentes do Boca] e Domínguez (presidente da Conmebol) estão em comunicação permanente, e os árbitros sabem disso. É uma realidade, os árbitros ficam sabendo, isto não os condiciona? Ou alguém me diz que não pesa na cabeça de um árbitro saber que Riquelme, Domínguez e Belloso se falam sempre? E Russo (treinador), que dirigiu Belloso, vocês pensam que não se falam?”, comentou o jornalista da ESPN.

“Os árbitros convivem com as autoridades da FIFA e da Conmebol e veem os movimentos e aproximações, conhecem as questões institucionais íntimas da própria Conmebol”.

Presidente da Conmebol já confirmou boa relação com membros do Boca Juniors

Alejandro Domínguez disse ao jornal Clarín, em novembro de 2020, que tem relação antiga e familiar com o rival do Santos. Meus pais eram compadres de Alberto Jacinto Armando [histórico presidente do Boca]. Tampouco vou esconder minha amizade com Mauricio Macri (ex-presidente da Argentina e ex-mandatário do Boca)”, comentou.

Além disso, o presidente da Conmebol ressalta a admiração pelo treinador do Boca Juniors. “Miguel Ángel Russo é um grande amigo, tem grande capacidade, está demonstrando que é o técnico adequado. E Román como jogador era meu ídolo, porém eu não o conhecia. O clube está em boas mãos”, seguiu.

Por fim, Domínguez defende a ideia que Juan Román Riquelme seja seu sucesso no comando da confederação de futebol da América do Sul. “Talvez ele possa ser presidente, eu não ficarei no cargo para sempre. Román é um luxo para a Argentina e para a América do Sul. Não é fácil converter-se de jogador ou técnico a um dirigente e ele tem todas as condições para ser. É magnífico que haja assumido este compromisso”, concluiu o presidente da Conmebol.