Dedé busca recurso contra suspensão de rescisão com o Cruzeiro

Zagueiro anexa a processo declaração que diz que está apto para voltar a jogar

Victor Martins
Um homem que acredita ser jornalista, escritor e 'chato'. Decidam vocês qual será a opção escolhida.Formado na Universidade Metodista de São Paulo. No Torcedores desde 2016 ou algo parecido.

Crédito: Divulgação/Cruzeiro

O Cruzeiro conseguiu na Justiça suspender a rescisão de contrato do zagueiro Dedé. E o jogador já prepara a resposta para conseguir ser liberado pela Raposa, de acordo com o Globoesporte.com

Para buscar reverter tal decisão, proferida pelo desembargador Paulo Maurício Ribeiro Pires, a defesa do zagueiro anexou ao processo documentos que comprovariam que o jogador estaria apto a entrar em campo, como uma carta de Márcio Tannure, médico que fez cirurgia no joelho do atleta em 2020.

Além disto, os advogados que cuidam do caso de Dedé também devem incluir na petição para reverter a decisão judicial documentos que mostrariam que o zagueiro não vem, atualmente, recebendo benefícios previdenciários. O extrato previdenciário do jogador, providenciado pelos advogados, mostraria que apenas recebeu do INSS entre novembro de 2019 e janeiro de 2020.

Na decisão para reverter a rescisão de contrato de Dedé, o Cruzeiro alega que o zagueiro vem recebendo benefícios da Previdência por não estar apto a poder jogar, ainda se recuperando de lesão. Carlos André de Freitas Lopes, advogado do zagueiro, comentou sobre a nova ação pera encerrar o vínculo do cliente com a Raposa.

“Ele (desembargador) fala que o Dedé não está em condição de trabalhar, mas veja bem, ele não nos notifica para mostrarmos um laudo médico para se dizer que ele tem ou não tem condições de trabalho. E o desembargador só meteu a a caneta. A gente vê isso como claro abuso de autoridade. Vamos debater isso no TST (Tribunal Superior do Trabalho), no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), aonde tiver que ser, porque é um absurdo”, relatou o advogado.

Dedé obteve em fevereiro a rescisão de contrato com o Cruzeiro através de liminar, alegando dez meses de salários atrasados, quatro meses sem FGTS e também uma indenização por danos morais. O valor total da dívida é estimado em pouco mais de R$ 35,2 milhões.

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(Crédito da foto: Divulgação/Cruzeiro)