Chefe da Ferrari explica por que vai “enforcar” algumas das próximas corridas

Mattia Binotto diz que precisa otimizar o tempo e pensar na construção do carro de 2022 dentro do novo regulamento

Fernando Cesarotti
Jornalista, professor universitário e fã ardoroso de qualquer esporte. ,

Crédito: Formula1.com/Divulgação

Presente em Ímola para acompanhar o GP da Emilia Romagna, o chefe de equipe da Ferrari, Mattia Binotto, admitiu que pode se ausentar em algumas das próximas etapas do longo calendário da Fórmula 1. Haverá mais 21 provas até dezembro, mas ele afirmou que precisa otimizar seu tempo.

A temporada é vista como de transição pela Ferrari, que não se vê com chances de enfrentar Mercedes e Red Bull. O foco está na construção do carro para 2022, dentro de um novo regulamento. E também de um novo motor, que precisará durar por três temporadas.

“Há muitos desafios para nós neste ano. Temos pela primeira vez um teto de gastos, precisamos desenvolver um novo carro e um novo motor. Há muito o que fazer”, avisou Binotto, que não perdeu o GP da Emilia Romagna, uma corrida “em casa”. A fábrica da Ferrari fica a 80 km do circuito de Ímola. “É uma pista especial, leva o nome de nosso fundador.” A Ferrari divide com a Williams o recorde de vitórias na pista, com oito.

O dirigente, no entanto, não teme que sua ausência possa ser prejudicial para a equipe. “É uma equipe bem ajustada e eficiente, que consegue se gerenciar”, afirmou Binotto. “Estarei na maioria das corridas, e, quando não estiver, conversaremos da fábrica. É como estar na pista.”

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