Holan pediu demissão do Independiente em 2017 e se arrependeu depois

O treinador deixou o cargo no Santos após a derrota para o Corinthians

Gabriela Santos de Oliveira
Jornalista e colaborador(a) sênior.

Crédito: IVAN STORTI/SANTOS

Ariel Holan pediu demissão do Santos na manhã desta segunda-feira e a decisão foi anunciada pelo clube. Andres Rueda tentou manter o argentino.

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Depois de ganhar a Sul-Americana com o Independiente, Ariel Holan pediu demissão do cargo e após três dias reassumiu a equipe. No dia 20 de dezembro ele publicou uma carta dizendo que estava sendo ameaçado pelos torcedores do clube.

“É inconcebível que o técnico e sua família tenham que andar com escolta policial. É uma situação que não estou disposto a tolerar nem a conviver com ela”, dizia ele na carta.

Com 57 anos, ele estava saindo e passando por um subúrbio de Buenos Aires com escolta policial. Pablo “Bebote” Álvarez invadiu o carro do treinador pedindo por 50.000 dólares. O chefe de uma das “barras” do clube queria viajar para a Copa do Mundo na Rússia.

Holan prestou depoimento e mesmo assim continuava recebendo ameaças. Sua volta ao clube não teve os motivos revelados e o treinador disse que o Independiente queria reforçar a segurança dele a partir daquele momento. No dia 23 de novembro o clube anunciou a sua volta e ele ficou até maio de 2019.

O treinador não revelou o motivo da sua volta, e o diário “Olé” postou que Ariel Holan voltou para o comando da equipe pelos pedidos dos torcedores nas redes sociais. O Independiente não tinha um “plano B” para a Libertadores 2018 e isso pesou na sua decisão final.

O time foi eliminado nas quartas de final pelo River Plate, no Monumental, que foi campeão naquele ano.