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Felipão sobre o 7 a 1 para Alemanha: “Foram extremamente superiores a nós, não adianta falar mais”

Felipão ainda afirmou que a conquista da Copa das Confederações acabou ‘atrapalhando’ o Brasil na Copa de 2014

Danielle Barbosa
Jornalista. Escrevendo para o Torcedores desde 2014.

Crédito: Robert Cianflone/Getty Images

A goleada de 7 a 1 sofrida pelo Brasil para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014 segue firme e forte na memória dos torcedores e dos personagens que estavam envolvidos naquela partida, com o técnico Luiz Felipe Scolari. Em entrevista ao programa Resenha, da ESPN Brasil, o ex-treinador da seleção brasileira lembra que os alemães resolveram a eliminatória em 20 minutos.

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“Se vocês lembrarem, a seleção da Alemanha para classificar [para a semifinal] passa contra a Argélia numa situação de dificílima, na prorrogação. E vai jogar contra o Brasil onde dá tudo certo em 20 minutos. E tudo o que tu preparaste na tua equipe para não dar errado, acontece”, destacou Felipão.

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O treinador pontuou ainda que a Alemanha sabia como era jogar uma Copa do Mundo em casa porque havia sediado a competição em 2006, e destacou que isso acabou ajudando a equipe comandada por Joachim Low.

“(…) É uma série de coisas que deixaram a Alemanha tranquila no nosso jogo, e que com 20 minutos o jogo já estava perdido. Claro que eles foram inteligentes, porque eles também viveram a Copa do Mundo na terra deles lá. Nós jogamos lá em 2006 com a seleção portuguesa. Chegamos a jogar a semifinal com eles e perdemos. Eles sabiam o que era jogar em casa. Eles foram inteligentes nessa manobra. No jogo, foram extremamente superiores a nós. Pronto, não adianta falar mais”, completou.

Copa das Confederações:

Para Felipão, a conquista da Copa das Confederações em 2013, um ano antes da Copa, com o título sobre a Espanha, então atual campeã mundial, acabou ‘atrapalhando’ o Brasil depois.

“Esse jogo [contra a Espanha] foi mais do que nós precisávamos. Nós ganhamos o jogo e jogamos muito bem, mas esse otimismo e essa ideia de que nós tínhamos a maior equipe e que poderíamos ser campeões e totalmente superiores a qualquer momento, foi o que fez com que a gente tivesse bem mais dificuldades na Copa do Brasil”, avaliou o treinador.

Negociação por cerveja na Copa de 2002:

O treinador ainda contou uma história curiosa sobre a Copa do Mundo de 2002, quando o Brasil conquistou o penta ao superar a Alemanha na grande final. Segundo Felipão, rolou uma ‘negociação’ entre atletas e comissão técnica após a semifinal contra a Turquia para que fosse liberado o consumo de cerveja.

“Os meus jogadores estavam lá, felizes, e eles já queriam ir pro hotel pra tomar uma cervejinha. E aí eu disse: ‘Não, não vai acontecer nada’. Falei com doutor Américo (Faria) sobre como podia ser feito: ‘Doutor, então vamos fazer o seguinte: vou conversar com Rivaldo, Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo…’ Conversei com eles e expliquei porque que eu não queria ficar”, começou Felipão.

“Então, professor, dá pra colocar uma caixinha de cerveja no ônibus pra gente ir tomando, ir conversando”, lembra o treinador, contando o que ouviu de um jogador. “Falei: ‘Tá bom, vou pensar’. Aí conversei com Dr. Runco (médico): ‘Posso liberar 24 latinhas?. Ele falou: ’24 não dá, Felipe. Para com isso, tem que ser umas oito caixas’. Aí fechamos em cinco caixas.”

“Chegamos no hotel no outro dia, em Yokohama, todo mundo descendo quietinho, pronto pra dormir. Era isso que eu queria”, completou.

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