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COI amplia time de refugiados para os Jogos Olímpicos

Delegação será composta por 29 atletas, quase o triplo da Rio 2016

Ruan Nascimento
Colaborador do Torcedores

Crédito: (Greg Martin/COI) Presidente do COI, Thomas Bach, durante o anúncio dos atletas selecionados para as Olimpíadas

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta terça-feira, 8 de junho, que 29 atletas farão parte da Equipe Olímpica de Refugiados para os Jogos Olímpicos de Tóquio. O total de representantes é quase o triplo dos selecionados nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, em que dez competidores participaram daquela edição na condição de refugiados.

Estes competidores são de 11 países diferentes, e foram escolhidos pelo Conselho Executivo do COI, após análise sobre um grupo de 55 atletas bolsistas da entidade em seu programa de refugiados. A iniciativa do Comitê de se ter uma equipe de refugiados é uma mensagem de solidariedade aos mais de 80 milhões de refugiados espalhados pelo mundo. 

A Síria é o país de origem com mais atletas pela Equipe Olímpica de Refugiados, com nove representantes. Cinco competidores são do Irã, e outros quatro são do Sudão do Sul. Três participantes são do Afeganistão, e dois saíram da Eritreia. Congo, Sudão, Venezuela, República Democrática do Congo, Camarões e Iraque têm um representante cada. 

“Os atletas refugiados representam um enriquecimento para todos nós em toda a comunidade olímpica”, destacou o presidente do COI, Thomas Bach, no momento do anúncio dos selecionados, em cerimônia virtual sediada em Lausanne, na Suíça, sede do Comitê. “As razões pelas quais criamos esta equipe ainda existem. Temos mais pessoas deslocadas à força no mundo neste momento, e por isso foi necessário dizer que queríamos criar uma Equipe Olímpica de Refugiados do COI”, completou o dirigente.

Equipe competirá com a Bandeira Olímpica

Na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, em 23 de julho, a Equipe Olímpica de Refugiados será a segunda delegação a participar do tradicional desfile dos atletas, logo após a Grécia, que tradicionalmente abre caminho por ter sido o berço das Olimpíadas. Ao todo, 206 delegações participam dos Jogos.

Para todas as celebrações que identifiquem a equipe, será hasteada a bandeira olímpica, inclusive na cerimônia das medalhas. Se um atleta refugiado ganhar a medalha de ouro, será tocado o Hino Olímpico.

Modalidades 

A equipe estará presente em 11 modalidades nos Jogos Olímpicos de Tóquio: atletismo, badminton, boxe, canoagem, ciclismo, judô, caratê, taekwondo, tiro, natação, levantamento de peso e wrestling. A modalidade com maior presença da Equipe Olímpica de Refugiados será o atletismo, com sete participantes, seguida do judô, com seis. 

Um dos refugiados treina no Brasil. É o judoca Popole Misenga, da República Democrática do Congo. Ele participa como parte da equipe mista da modalidade, e será sua segunda ida aos Jogos Olímpicos – ele também competiu como refugiado na Rio 2016.

Há cinco anos, no Rio de Janeiro, a Equipe Olímpica de Refugiados recebeu duas medalhas, sendo uma de ouro e uma de bronze. Ambas foram no tiro esportivo.

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