Torcedores | Notícias sobre Futebol, Games e outros esportes

Fadinha do Skate se torna a medalhista olímpica mais nova da história brasileira; saiba quem é Rayssa Leal, prata em Tóquio

Com apenas 13 anos, Rayssa Leal, a Fadinha do Skate, se torna a medalhista olímpica brasileira mais nova da história

Rico Chermont
Gestor Esportivo | Sport Management Fala sobre #esportes, #experiencia, #sportsmanagement, #gestãoesportiva e #marketingesportivoPresidente MiniFootball Brasil Presidente Pan American Minifootball Federation CEO na Chermont BR Company CEO na ChBR Advertising CEO na ChBR Sports

Crédito: Créditos: Redes Sociais Time Brasil / COB

Foi emocionante. Uma menina, popularmente chamada de “Fadinha do Skate”, no meio de gigantes do skate mundial na estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos. Rayssa Leal conseguiu um feito inédito. Trouxe a terceira medalha brasileira nas Olimpíadas de Tóquio 2020.

Fã de Letícia Bufoni, skatista brasileira, que é campeã mundial, ela não para de bater recordes. Além de ser a representante mais nova da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Verão, foi a terceira atleta mais jovem a conseguir uma medalha nos Jogos Olímpicos em toda a sua história, com apenas 13 anos e seis meses.

O INICIO DE TUDO

Jhulia Rayssa Mendes Leal, mais conhecida como Rayssa Leal, nasceu em 04 de Janeiro de 2008 na cidade de Imperatriz, no interior do Maranhão. Ficou conhecida como a “Fadinha do Skate” após ter seu vídeo andando de skate fantasiada de fada, viralizado na internet, aos 7 anos. O vídeo foi compartilhado, principalmente, pela lenda mundial do esporte, Tony Hawk.

Rayssa divide seu tempo entre os estudos e os treinamentos. Antes de tudo, foi com 6 anos que ela ganhou do seu pai, Haroldo, um skate de presente. E nunca mais parou. Com apenas 1,47m de altura e 35 quilos, a pequena gigante apareceu pela primeira vez em 2015. Em seu Instagram, ela escreveu:

“Há 6 anos ele [Tony] me apresentava pro mundo do skate compartilhando meu vídeo vestida de fadinha, hoje me filmou nas olimpíadas. Isso tudo é muito incrível, estou vivendo um sonho,”

A TRAJETÓRIA DA FADINHA

Sua primeira grande competição foi em 2019. Ela competiu no Street League Skateboarding Championship – Londres 2019 (Mundial de Skate Street) e subiu ao pódio. Ficou com o 3º lugar com uma pontuação de 26,0. Ela disputou com grandes nomes do skate mundial, como a americana Alexis Sablone e sua maior referência, Letícia Bufoni. Ficou atrás da australiana Hayley Wilson e de sua amiga e brasileira Pâmela Rosa, que foi a Campeã. Um feito inédito, sobretudo, competindo com as melhores do mundo.

Já na etapa de Los Angeles, em Julho de 2019, Rayssa subiu ao lugar mais alto do pódio, a frente de Pâmela Rosa e da americana Alana Smith. Na sua primeira participação nos X Games de Minneapolis, ficou com o quarto lugar.

Aos 11 anos, na etapa de São Paulo, ela foi vice-campeã mundial. Rayssa liderou a prova até a quinta de sete rodadas. A partir daí, Pamela assumiu a ponta e não deixou mais escapar o título.

Aos 12, foi indicada ao Prêmio Laureus, conhecido como o Oscar do esporte, na categoria melhor atleta de ação. A “Fadinha do Skate” começou a a escrever um novo capítulo para o skate brasileiro.

O CAMINHO PARA A MEDALHA DE PRATA

Rayssa chegou as Olimpíadas de Tóquio como uma das grandes promessas do Brasil para subir ao pódio. Neste domingo, na estreia da modalidade nos Jogos Olímipicos, ela representou nosso país junto com as já consagradas e Campeãs Mundiais, Letícia Bufoni e Pâmela Rosa.

Pâmela participou da terceira bateria. Rayssa e Letícia participaram da mesma bateria, a última que definiu as 08 finalistas, entre as 20 participantes. Na fase classificatória, Rayssa ficou com a terceira colocação geral com 14.91 pontos somados. Letícia e Pâmela não conseguiram passar para as finais, ficando na 9ª e 10ª colocação, respectivamente.

VOLTAS COMPLETAS

Mas a torcida continuou para a menina que estava encantando o mundo. Na sua primeira volta na final, Rayssa fez boas manobras, mas errou no final e levou 2.94 pontos e terminou na terceira colocação na primeira volta. Já na segunda volta, Rayssa recebeu 3,13 e assumiu a segunda colocação.

Em seguida, as finalistas foram para as séries de manobras. Na primeira tentativa, Rayssa errou e não pontuou. Na segunda tentativa, sua nota foi de 3,91 pontos. Na terceira das cinco rodadas de manobras, Rayssa acerta uma bela manobra, ganha 4.21 pontos e assume a liderança.

Na penúltima rodada, Rayssa conseguiu um 3,39 pontos e se manteve na liderança até a manobra da japonesa Momiji Nishiya, que acertou e ganhou um 4,66, assumindo a liderança. Na última volta, Rayssa estava apenas 0,10 pontos atrás da japonesa, mas sua manobra não encaixa, e ela não pontua. Mesmo estando garantida no pódio, não superou a japonesa que levou a medalha de ouro.

RESULTADO FINAL

Das 7 notas, as três mais baixas são descartadas. Com isso, Rayssa somou 14.91 pontos e levou a prata. A japonesa Momiji Nishiya  ficou com 15,26 pontos e levou a medalha de ouro. Quem completou o pódio foi a também japonesa Funa Nakayama, que ficou com o terceiro lugar.

Em sua primeira entrevista como Vice Campeã Olímpica, Rayssa disse: “Eu tô muito feliz porque eu pude representar todas as meninas, que não se classificaram, e todas as meninas do Brasil também. É muito gratificante para mim, e realizar o meu sonho e dos meus pais.”