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Olimpíadas: Brasil estreia com vitória sobre a Tunísia no vôlei masculino

Oscilando nos dois primeiros sets, a seleção brasileira mostrou sua força na última parcial contra a Tunísia e abriu o ‘grupo da morte” com vitória

Thiago Chaguri
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação/FIVB

Com direito a sustos nos dois primeiros sets, Brasil inicia sua caminhada rumo ao tetra olímpico no vôlei com vitória sobre a Tunísia. Por 3 sets a 0, parciais de 25/22, 25/20 e 25/15, os comandados de Renal Dal Zotto tiveram momentos de oscilações na Arena Ariake. Na parcial final, a seleção retomou o controle e fechou a partida.

Este foi o segundo confronto entre as seleções em Jogos Olímpicos. Na edição de Londres, em 2012, o Brasil também aplicou 3 sets a 0 pela fase de grupos. Com este triunfo, o Brasil completou 10 resultados positivos em 15 estreias olímpicas. Contra a Tunísia, vitória nos 13 jogos do confronto geral.

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Wallace e Douglas Souza e Lucarelli foram os destaques da equipe. O oposto anotou 13 e os ponteiro 10 pontos cada. Pelo lado da Tunísia, o oposto Ben Tara pontuou 13 vezes.

Devido a pandemia da covid-19, os campeonatos internacionais foram cancelados em 2020. Em 2021 houve apenas a Liga das Nações de vôlei no mês de junho, onde a seleção sagrou-se campeã de forma inédita. Por 3 sets a 1, bateu a Polônia na final, uma das favoritas à medalha olímpica. Pela competição, foram 15 vitórias e apenas duas derrotas.

Quando o assunto é olimpíadas, o retrospecto brasileiro é impressionante. A seleção verde e amarela participou das últimas quatro finais. Campeã em Atenas 2004 e Rio de Janeiro 2016, a seleção ficou com o vice em Pequim 2008 e Londres 2012.

O JOGO

1º SET

A Tunísia começou melhor no jogo, enquanto o Brasil cometeu muitos erros. Foram dois de saque e mais dois de ataque, o que obrigou o técnico Renan Dal Zotto pedir tempo com desvantagem de 8 a 4. A parada não surtiu efeito e os tunisianos continuaram mandando no set, tendo bom desempenho no bloqueio. Entretanto, ao abrir 13 a 8, a equipe sofreu um apagão, viu o Brasil crescer na partida e pulverizar a vantagem.

Após a infração do toque de rede pelo lado adversário, o Brasil chegou ao empate em 16. O técnico Antonio Giacobbe pediu tempo para tentar frear o ritmo brasileiro. Porém, na volta, Bruninho colocou a seleção amarela e azul na frente por 17 a 16 em uma bola de cheque. Lucão freou o ataque adversário no bloqueio e colocou 20 a 18 no placar, forçando novo pedido de tempo por parte do técnico da seleção africana. Mais equilibrada, a Tunísia empatou o set em 21 a 21. Após invasão do levantador Ben Slimene, a vantagem brasileira retornou aos dois pontos, com 23 a 21. Em um rali com boas defesas, o Brasil fechou o set em 25 a 22 num bloqueio do ponteiro Lucarelli.

O próprio Lucarelli foi o destaque brasileiro da parcial, com seis pontos. O oposto tunisiano Ben Tara foi o principal pontuador do set, com oito.

2º SET

Com dois bloqueios e um erro de saque brasileiro, os tunisianos largaram com 3 a 0 de frente. Wallace inaugurou o marcador após um rali com boa atuação da defesa. Lucarelli anotou um ace a 109km/h e diminuiu a vantagem africana em 4 a 3. Ben Tara, duas vezes, e Agrebi anotaram três pontos consecutivos em bloqueios para a Tunísia. Nesta altura do set, dos dez pontos da equipe, metade foram neste fundamento.

Novamente no bloqueio, Agrebi parou Douglas Souza, que entrou no lugar de Yoandy Leal. Diante da dificuldade, Renan parou o jogo. O Brasil voltou melhor e empatou o placar em 15 a 15. Douglas Souza não se abateu e teve papel importante na recuperação do set. Isaac entrou bem no serviço. Anotou um ace e outro bom saque, quebrando a recepção adversária. No bloqueio, a equipe abriu 21 a 17.

Em uma ótima bola “chutada” de Bruninho para Lucão (chutada é uma expressão para um levantamento feito em velocidade para evitar a formação de bloqueio adversário), o Brasil se aproximou da triunfo no set. Douglas Souza se encarregou de dar números finais em 25 a 20.

Wallace e Douglas Souza puxaram a pontuação, com seis e cinco respectivamente.

3º SET

Iniciando bem, a seleção abriu quatro de frente. O líbero Thales levantou de manchete para o ponteiro Douglas Souza colocar 5 a 1 no marcador. Antonio Giacobbe parou o jogo para a Tunísia respirar. Já confortável no set, o Brasil voltou ainda mais avassalador e abriu 10 a 3. Após marcação da arbitragem de bola fora no saque brasileiro, foi solicitado desafio. No replay, constatou-se que a bola tocou na linha por pouquíssimos centímetros, culminando no ace de Wallace e 11 a 3 no marcador.

Aproveitando a larga vantagem, Renan Dal Zottou deu rodagem ao elenco. Maurício Borges e Alan Souza entraram em quadra. Na reta final, Cachoa entrou no lugar de Bruninho. A equipe brasileira manteve o ritmo mesmo com as mudanças e sufocou os adversários, que não ofereceram perigo em momento algum da parcial. Com facilidade, a seleção fechou o set em 25/15 e o jogo em 3 sets a 0.

Douglas Souza anotou 5 pontos no set.

Apesar da competição estar no início, Renan Dal Zotto já pode ser considerado um vencedor

Os Jogos Olímpicos marcam o grande retorno de Renan Dal Zotto à seleção. O treinador esteve entre a vida e a morte após complicações ao ser infectado pelo coronavírus. Ficou internado por 36 dias. Passou por duas intubações e uma traqueostomia, além de perder 26 quilos durante o período.

Mesmo recuperado e de alta hospitalar no dia 21 de maio, Renan não estava apto a ficar no banco pela Liga das Nações. Carlos Schwanke, um de seus assistentes técnicos, foi o comandante do título da competição.

Calendário

O Brasil terá mais quatro jogos nesta primeira fase de Jogos Olímpicos. Com horário de Brasília, veja as datas:

23/07 – 23h00

Brasil 3 x 0 Tunísia

26/07 – 9h45

Brasil x Argentina

28/07 – 9h45

Brasil x Rússia (ROC)

29/07 – 23h05

Brasil x Estados Unidos

31/07 – 23h05

Brasil x França

 

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