Rogério Caboclo segue afastado do futebol. Nesta semana, a Fifa decidiu, através de seu Comitê de Apelação, manter a extensão internacional da pena de afastamento emitida pela CBF devido à condenação desta por ter assediado sexual e moralmente uma funcionária da entidade.
De acordo com o GE, o comitê, através de seu presidente, Neil Eggleston, decidiu que a punição imposta pela entidade que rege o futebol brasileiro seja mantida também para o restante do mundo, assim o proibindo de assumir cargos relacionados ao futebol em outros países.
Caboclo está afastado da CBF inicialmente devido a denúncias de assédio sexual moral feitas por uma funcionária da entidade, que vieram à tona em junho de 2021. Depois de investigação do Comitê de Ética da entidade, decidiu-se pela punição ao dirigente, que foi afastado do cargo desde então.
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Rogério Caboclo sofre nova derrota na Fifa e não poderá assumir nenhum cargo de futebol no exterior.
O dirigente ainda pode apelar ao TAS (Tribunal Arbitral do Esporte).
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?: Laís Torres pic.twitter.com/ZBBbGZ0e25— Goleada Info (@goleada_info) February 23, 2022
Posteriormente, o diretor de TI da entidade, Fernando França, e mais duas funcionárias da CBF o acusaram de assédio. O caso de França deve ser discutido pela Assembleia-Geral da entidade nesta quinta-feira (24), e pode render uma punição ainda maior, de 20 meses, que ultrapassaria o mandato do presidente afastado e forçaria a uma nova eleição para o cargo. As outras duas denúncias ainda são investigadas.
O presidente afastado da CBF sempre negou as acusações, alegando que estas se tratavam de um ‘complô’ liderado pelo ex-presidente da Confederação e antigo aliado, Marco Polo Del Nero. De acordo com Rogério Caboclo, o ex-dirigente estaria disposto a ‘retomar o controle’ da entidade e, para isto, teria influído no surgimento das denúncias de assédio visando o derrubar para colocar um mandatário mais próximo de si.
Quanto à decisão da Fifa, na época em que a entidade decretou um afastamento inicial internacional, o dirigente emitiu nota dizendo que a punição da CBF teria que ser acolhida de forma automática e que esta não fez qualquer observação sobre os processos que considera ‘injustos’ sobre sua suspensão. Ainda há a chance do caso ser levado a Corte Arbitral do Esporte (CAS).

