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CBF faz acordo com MP sobre polêmica de eleições na entidade

Ação na Justiça derivada de controvérsia sobre assembleia de 2017 gerou acordo entre as partes. CBF terá reunião no dia 7 para discutir estatuto e eleições

Por Victor Martins em 02/03/2022 15:18 - Atualizado há 4 anos

Divulgação/CBF

A crise administrativa na CBF pode estar chegando perto do fim. De acordo com informação do Uol Esporte, a entidade e o Ministério Público chegaram a um acordo através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para resolver a situação mudanças no estatuto e nas eleições da entidade.

O acordo foi assinado na segunda-feira (28), com sete cláusulas que a confederação deve seguir para determinar a discussão dos processos eleitorais para eleger seu novo presidente. O acerto vem para resolver uma polêmica que se estende desde 2017, quando da assembleia que definiu o rito eleitoral que acabou gerando na vitória de Rogério Caboclo, agora afastado devido à acusações de assédio.

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Naquela assembleia, o MP decretou que o encontro fora ilegal pela não presença dos representantes dos clubes da Série A no encontro que decidiu o processo do pleito que elegeu Caboclo. E entrou com uma ação na Justiça contestando a eleição do então presidente. Com o TAC, uma nova assembleia será marcada para o dia 7 para discutir as novas eleições para a presidência da CBF.

Eleição na CBF terá times da Séries A e B votando

Na nova assembleia, os times da Série A deverão estar presentes, conforme o acordo, e também deverão ter direito a voto, assim como os clubes da Série B. Nas cláusulas, a máxima entidade do futebol brasileiro terá que definir no encontro as candidaturas e convocar em 30 dias úteis as novas eleições para presidente, com uma comissão eleitoral que não deverá ter ligação alguma com os atuais dirigentes.

A atual diretoria da CBF, encabeçada por Ednaldo Rodrigues, seguirá no cargo apesar do pedido anterior do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que fosse empossado o vice-presidente mais velho. Os processos na Justiça contra a confederação estão por ora suspensos e estarão arquivados assim que a entidade conseguir cumprir todos os requisitos nas cláusulas previstas do Termo. Mas não poderá fazer movimentações financeiras, participar de compra ou venda de imóveis e pegar empréstimos neste período.

O TAC entre MP e CBF também determina que, em caso de descumprimento das cláusulas, a entidade terá que pagar R$ 1 milhão.

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