Corinthians corre risco de ter Neo Química Arena leiloada por dívida; entenda
Timão já contestou os valores fixados da dívida para com o banco
Rodrigo Coca - Divulgação - Corinthians
O caso envolvendo a dívida do Corinthians e Odebrecht para com a Caixa Econômica Federal teve um novo desdobramento nesta segunda-feira (7). De acordo com informações do jornalista Perrone, do UOL Esporte, a Justiça Federal determinou a suspensão do processo por mais 60 dias.
Entretanto, desta feita o juiz Victorio Giuzio Neto citou que “a reiteração de deferimento de maior prazo” para a suspensão visando um acordo entre as partes pode representar uma aparente inércia de interesse na solução do caso.
O magistrado deixou claro que deferiu o pedido de suspensão em função do caso ser complexo, mas destacou o risco do estádio ser transferido para a Caixa, em função da dívida que chega na casa dos R$ 536 milhões, se o banco receber decisão favorável no processo. Um eventual leilão também foi citado como fator de risco, uma vez que a entidade não teria condições para manter o estádio do Corinthians.
A Caixa Econômica Federal alega que o Corinthians atrasou parcelas referentes ao financiamento de R$ 400 milhões realizado junto ao BNDES, que foi intermediado pela instituição bancária, objetivando a construção do estádio alvinegro.
Diante da multa imposta pelos atrasos, o valor da dívida saltou para R$ 536 milhões na apuração da Caixa, em processo aberto no ano de 2019. O Timão, por sua vez, contestou desde então as cifras. No final da gestão de Andrés Sanchez, os cartolas informaram que um acordo com o banco estava perto de ser selado.
Bora dar aquela espiada no treino do Coringão desta segunda? A Corinthians TV traz os detalhes! ⚽
? Bruno Granja / Corinthians TV#VaiCorinthians pic.twitter.com/uoVGGboQf6
— Corinthians (@Corinthians) March 7, 2022
Em agosto de 2020, o Corinthians oficializou a venda dos naming rights para a farmacêutica Neo Química. O acordo prevê parceria de 20 anos, que ajudaria no custeio da dívida para com a Caixa. Os valores, no entanto, não foram divulgados, mas tiveram aval da Odebrecht e Caixa.

