Cruzeiro irá à Justiça por dinheiro de venda de Vitor Roque, diz diretor
Dirigente do futebol da Raposa quer receber mais do que valor depositado pelo Athletico pelo atacante
Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Ainda não terá final rápido todo o imbróglio envolvendo a saída de Vitor Roque do Cruzeiro para o Athletico Paranaense. Na quinta-feira (14), o diretor de futebol do clube, Pedro Martins, falou em entrevista coletiva sobre o caso e sinalizou que este pode ir à Justiça.
Na coletiva, Martins declarou que deve buscar judicialmente que o Furacão pague mais do que os R$ 24 milhões que foram depositados no valor da multa rescisória relativa ao salário recebido pelo atacante na Raposa. Citando outras negociações com jogadores, o dirigente declarou que o clube irá até onde for para receber o que acredita ser de direito.
?? Confira a entrevista coletiva com Pedro Martins, nosso Diretor de Futebol:
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— Cruzeiro ? (@Cruzeiro) April 14, 2022
“O clube pretende judicializar os fatos. Estamos muito tranquilos e confortáveis com todos os argumentos jurídicos que existem. O Cruzeiro irá buscar na Justiça os seus direitos para receber a multa que lhe é correta. Foram 139 negociações, e posso citar duas que ocorriam ao mesmo tempo que a do Vitor Roque, a do Geovane e a do Rafael Santos. Negociação, você se senta à mesa e um lado defende os valores e o que é pretendido pelo atleta e o outro defende o que a instituição quer”, disse o executivo cruzeirense.
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“Normalmente, a gente chega a um acordo com muita ética entre as partes. Foi assim que aconteceu, o Geovane renovou o contrato dele e o Rafael Santos também e vejo que eles estão satisfeitos e felizes com o que o clube lhes ofereceu em termos de carreira”, completou Martins.
Além da busca para receber os valores que julga que tem que receber, o Cruzeiro também terá a ‘batalha’ contra os representantes do atacante. Desde o episódio da saída, o clube divulgou nota criticando a ação dos agentes de Vitor Roque, em especial André Cury, e Pedro Martins manteve o tom de tais críticas na coletiva.
“Ficou claro desde o começo que, com a postura de seu representante e de outras pessoas que tomaram parte da negociação, que seria difícil e foi extremamente complicada. Não tem problema se (o Vitor Roque) estiver insatisfeito e quiser sair. O que a gente pede é uma postura ética, correta e que seja frontal. E, infelizmente, isso não aconteceu”, relatou.

