Home Futebol Cruzeiro irá à Justiça por dinheiro de venda de Vitor Roque, diz diretor

Cruzeiro irá à Justiça por dinheiro de venda de Vitor Roque, diz diretor

Dirigente do futebol da Raposa quer receber mais do que valor depositado pelo Athletico pelo atacante

Por Victor Martins em 15/04/2022 14:38 - Atualizado há 4 anos

Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Ainda não terá final rápido todo o imbróglio envolvendo a saída de Vitor Roque do Cruzeiro para o Athletico Paranaense. Na quinta-feira (14), o diretor de futebol do clube, Pedro Martins, falou em entrevista coletiva sobre o caso e sinalizou que este pode ir à Justiça.

Na coletiva, Martins declarou que deve buscar judicialmente que o Furacão pague mais do que os R$ 24 milhões que foram depositados no valor da multa rescisória relativa ao salário recebido pelo atacante na Raposa. Citando outras negociações com jogadores, o dirigente declarou que o clube irá até onde for para receber o que acredita ser de direito.

“O clube pretende judicializar os fatos. Estamos muito tranquilos e confortáveis com todos os argumentos jurídicos que existem. O Cruzeiro irá buscar na Justiça os seus direitos para receber a multa que lhe é correta. Foram 139 negociações, e posso citar duas que ocorriam ao mesmo tempo que a do Vitor Roque, a do Geovane e a do Rafael Santos. Negociação, você se senta à mesa e um lado defende os valores e o que é pretendido pelo atleta e o outro defende o que a instituição quer”, disse o executivo cruzeirense.

[DUGOUT dugout_id=”eyJrZXkiOiJldFdQdXFsUSIsInAiOiJ0b3JjZWRvcmVzIiwicGwiOiIifQ==”]

“Normalmente, a gente chega a um acordo com muita ética entre as partes. Foi assim que aconteceu, o Geovane renovou o contrato dele e  o Rafael Santos também e vejo que eles estão satisfeitos e felizes com o que o clube lhes ofereceu em termos de carreira”, completou Martins.

Além da busca para receber os valores que julga que tem que receber, o Cruzeiro também terá a ‘batalha’ contra os representantes do atacante. Desde o episódio da saída, o clube divulgou nota criticando a ação dos agentes de Vitor Roque, em especial André Cury, e Pedro Martins manteve o tom de tais críticas na coletiva.

“Ficou claro desde o começo que, com a postura de seu representante e de outras pessoas que tomaram parte da negociação, que seria difícil e foi extremamente complicada. Não tem problema se (o Vitor Roque) estiver insatisfeito e quiser sair. O que a gente pede é uma postura ética, correta e que seja frontal. E, infelizmente, isso não aconteceu”, relatou.

Sair da versão mobile