Jogadores de Flamengo e Corinthians podem pedir rescisão de contrato por falta de segurança
Protestos marcaram o dia dos clubes com as maiores torcidas do futebol brasileiro
Marcelo Cortes / Flamengo
A temporada está ainda no início, mas as torcidas de Flamengo e Corinthians já perderam a paciência com as atuações da equipe e fizeram protestos. O problema é que as manifestações causaram transtorno e geraram até mesmo danos materiais a alguns jogadores, como no caso do Flamengo, em que alguns atletas tiveram seus casos danificados por torcedores.
No caso do Corinthians, o goleiro Cássio e o zagueiro Gil foram ameaçados em meio a protestos na porta do CT Joaquim Grava.
Com ambas as manifestações, os danos aos jogadores e as ameaças, o jornalista Wanderley Nogueira, da Jovem Pan, apareceu no Twitter da emissora para chamar a atenção a um fato. Segundo ele, os jogadores que quiserem, a partir de agora, com os protestos e os danos, podem pedir a rescisão indireta de seus contratos e deixarem os clubes. Ele destacou que isso se chama rescisão indireta e pode ser pedida caso o trabalhador não sinta segurança em seu trabalho.
“Esse tipo de manifestação é inaceitável. Intimidação, ameaças, falta de segurança para chegar no trabalho. Se o jogador quiser, ele pode pedir a rescisão de seu contrato de trabalho e ir para um lugar mais tranquilo. Está lá no artigo 483 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). É a chamada rescisão indireta. Sentiram?”
FLAMENGO, CORINTHIANS e todos os outros clubes podem perder suas estrelas…por falta de segurança no trabalho. É lei !
🎥: @Wanderley pic.twitter.com/3Y9i1YReA1
— Jovem Pan Esportes (@JovemPanEsporte) April 8, 2022
Protesto no Flamengo
Um dia após a reunião entre torcida organizada e jogadores ser cancelada no Flamengo, torcedores apareceram na porta do Ninho do Urubu antes da chegada dos atletas para o treino para um protesto que repercutiu.
Isso porque vários jogadores foram xingados, carros foram danificados, e cobranças pesadas foram feitas. Alguns atletas ficaram atônitos com os protestos e se mostraram abalados, como nos casos dos meio-campistas Andreas Pereira e Thiago Maia.

