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Ana Thaís lamenta gritos homofóbicos em Corinthians x São Paulo: “Deveria ser a torcida mais inclusiva”

Clássico na Neo Química Arena é marcado por gritos de preconceito; Ana Thaís desabafou sobre o episódio

Paulo Foles
Jornalista, amante da escrita e apaixonado por esportes. Falo sobre futebol internacional, nacional e esportes americanos, principalmente NFL e NBA. Santista e apreciador do bom futebol. Twitter: @PaulFoles

Crédito: Divulgação/Globo

O clássico entre Corinthians x São Paulo, neste domingo (22), na Neo Química Arena, ficou marcado por uma nova polêmica: gritos homofóbicos foram entoados nas arquibancadas. A jornalista Ana Thaís Matos, do Grupo Globo, desabafou sobre a postura de parte da torcida presente no estádio durante o empate em 1 a 1, em partida válida pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro 2022.

“Sobre a questão homofóbica na Neo Química Arena, não sei de onde partiram esses gritos. Só que tem muito torcedor do Corinthians que não pertence a torcida organizada, mas se inspira na torcida organizada. A torcida organizada tem uma escola de samba, e o enredo da escola de samba desse ano foi ‘basta’ contra várias intolerâncias que acontecem aqui no Brasil. Entre essas intolerâncias, tem a homofobia”, disse Ana Thaís durante o ‘Troca de Passes’, no SporTV.

A situação aconteceu no início do segundo tempo. O árbitro Wilton Pereira Sampaio notificou o quarto árbitro sobre os cantos homofóbicos por parte da torcida do Corinthians. Sendo assim, o acontecimento foi relatado na súmula da partida.

“Então, se prega isso na escola de samba, tem que levar isso para arquibancada, porque as duas são unidas. A gente sabe disso. Então está faltando essa coerência por falta dos torcedores”, completou Ana Thaís, que ainda desabafou nas redes sociais:

“Já reproduzi muito preconceito, mas como a sociedade evolui e eu faço parte dessa evolução, vejo e lamento muito que em pleno 2022 ainda somos obrigados a ouvir manifestações homofóbicas em plena rede nacional, através de uma arquibancada de futebol, daquela que deveria por origem ser a torcida mais inclusiva do futebol brasileiro”.

O momento no futebol é de muita reflexão. Nas últimas semanas, muitos casos de racismo aconteceram contra brasileiros em jogos da Copa Libertadores da América. A falta de punição gera debates enquanto as graves situações de crime aumentam.

Ana Thaís disse mais sobre o caso de homofobia: “O torcedor corintiano que se inspira tanto na festa das organizadas, que tem orgulho em falar que é uma torcida que tem um time, precisa urgentemente ser cobrado e repensar muito sua postura diante do que vivemos como sociedade”, afirmou ela.