Atlético-MG quer vender shopping para quitar dívida milionária
Galo deseja negociar parte do Diamond Mall para poder quitar uma parte dos débitos do clube, que já passam de R$ 1 bilhão
Divulgação/Facebook Oficial Atle´tico-MG
No mais recente balanço financeiro, o Atlético-MG revelou uma dívida bilionária em 2021 e que pode complicar um clube que, apesar da forte arrecadação e dos investimentos, tem que conviver com débitos a pagar. Por isso, a solução poderá ter que negociar patrimônio do clube.
Neste caso, o Diamond Mall, shopping center em Belo Horizonte (do lado da sede atleticana) do qual o Galo é dono de 49,9%. De acordo com o GE, o clube pretende negociar tal parte do estabelecimento para poder destinar os valores para quitar um dos débitos mais complicados para o clube, que envolvem juros, encargos e multas diversas.
Estes valores (o chamado ‘débito podre’) chegam a R$ 558 milhões, conforme indicou os números do mais recente balanço. Apenas em 2021, foram pagos R$ 87 milhões para pagar todas os encargos e juros em suas despesas financeiras. Por isso, a negociação da parte pertencente ao clube do shopping pode virar essencial para poder pagar ao menos parte dos valores.
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No final de 2021, o Diamond Mall foi avaliado em cerca de R$ 728 milhões, dos quais a parte que pertence ao Atlético-MG está orçada em R$ 363 milhões. Apesar de ser um valor em que não se dará para pagar tal dívida considerada onerosa para os cofres do clube, poderá ajudar em quitar parte e rediscutir o pagamento da restante através de repactuação e renegociação.
Os 49,9% do Shopping Diamond Mall, que pertencem ao Galo, está avaliado em R$ 363,2 milhões.
📸 Divulgação pic.twitter.com/CYq6flqYcm
— Central do Galo (@CentralDoCAM) May 5, 2022
Na visão dos dirigentes atleticanos, a venda do Diamond Mall seria a saída não apenas para reduzir o tamanho do débito mas também para reverter os valores em investimento no futebol, conforme afirmou Rafael Menin, vice-presidente do Conselho Deliberativo.
“O que a gente brinca aqui é que, vendendo o Diamond Hall, a gente teria uns dois, três, quatro jogadores do quilate do Hulk aqu. Hoje, a gente paga ao banco o que a gente poderia usar em reforço. O ano passado a gente fechou meio que no ‘zero a zero’. Se tivéssemos R$ 87 milhões a mais para investir no âmbito esportivo, isso se converteria em atletas de altíssimo nível”, declarou Menin.

