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Casares diz que São Paulo vai ter que vender no meio do ano e abre o jogo sobre Marquinhos: “Ele não queria ficar”

Julio Casares admite que o São Paulo ainda precisa vender jogadores e confirma diversas ofertas recentes

Danielle Barbosa
Jornalista. Escrevendo para o Torcedores desde 2014.

Crédito: Rubens Chiri / saopaulofc.net

O presidente do São Paulo, Julio Casares, garante que o São Paulo irá vender jogadores do atual elenco principal na próxima janela de transferências, no meio do ano, em caso de ofertas. O dirigente afirma também que o técnico Rogério Ceni já está ciente da situação.

Em entrevista ao programa “Grande Círculo”, do sportv, que será exibido pelo canal no próximo dia 28 de maio, o mandatário são-paulino explicou que o clube depende da venda de atletas.

– Ainda dependemos da venda de atletas. E não tenho dúvida que, no meio do ano, havendo uma proposta, o São Paulo vai ter que vender. Isso está claro, e o Rogério (Ceni) sabe disso – disse Julio Casares.

Casares vê o mercado do futebol em processo de recuperação após cerca de dois anos de pandemia, mas cita o impacto causado pela pela guerra entre Rússia e Ucrânia, dois mercados que sempre promovem grandes transferências envolvendo atletas de times brasileiros.

— Viemos de uma pandemia, onde a janela (janeiro) foi muito conservadora. O mercado sentiu. Então, parece que agora está se recuperando. O mercado russo, que era um bom mercado, Ucrânia, etc, não existem mais. A China também não existe mais. Aí começa a reduzir – acrescentou o presidente são-paulino.

Durante a entrevista, Casares também confirmou que o São Paulo recebeu ofertas no começo do ano por três jogadores: Rodrigo Nestor, Gabriel Sara e Welington. Vale destacar ainda que, a previsão orçamentária do Tricolor em 2022 prevê R$ 142 milhões em negociações de jogadores.

Situação de Marquinhos no São Paulo:

Ainda durante a entrevista ao ‘Grande Círculo’, Julios Casares abriu o jogo sobre a situação do atacante Marquinhos, que possui negociações avançadas para ser anunciado como reforço do Arsenal, da Inglaterra.

Segundo Casares, o garoto de 19 anos revelado na base tricolor não quis permanecer no clube. De acordo com o mandatário, o desejo de deixar a equipe, inclusive, era antigo.

– A questão do Marquinhos é uma questão conhecida, que ele não conseguia mais, ele não queria ficar, foi tentado de tudo. Até antes do jogo contra o Racing, que ele arrebentou, ele não já queria ficar. Era uma questão contratual, que ele tinha essa condição – assegurou o dirigente.

A venda de Marquinhos ao Arsenal deve render ao São Paulo 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 15,8 milhões), e foi aprovada para que o clube não corresse o risco de perder o jogador de graça no meio do ano por questões contratuais.

Mesmo que o contrato de Marquinhos com o São Paulo seja até 2024, o vínculo só tem validade para o território brasileiro. Isso é porque o artigo 18.2 do Regulamento de Status e Transferências de Jogadores da Fifa diz que “jogadores com menos de 18 anos não podem assinar contrato profissional por período superior a três anos. Qualquer cláusula referente a período mais longo não será reconhecida”.

Marquinhos assinou seu primeiro contrato profissional com o São Paulo em 2019, quando tinha apenas 16 anos. O vínculo de cinco anos foi possível pela Lei Pelé, legislação vigente no Brasil, mas para as transferências para o exterior, o que vale é regulamento da entidade máxima do futebol.