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Após aviso de Casimiro, viewers ajudam Gaules a bater recorde de Felipe Neto

Felipe Neto era o detentor de recorde após conseguir 600 mil espectadores em uma live

Rubens Melo
Jornalista Esportivo colaborador do Torcedores.com. Paraibano, 26 anos. Apreciador de futebol - seja ele bem ou mal jogado, jogos eletrônicos e vários outros esportes.

Crédito: Divulgação/Instagram Gaules

Não foi só um, mas sim dois recordes batidos por Gaules na tarde desta segunda-feira (16). O streamer exibiu em tempo real a partida entre Imperial e Cloud 9, pela PGL Major Antwerp 2022, que acontece na Bélgica.

Em certo momento, a stream bateu o recorde da Twitch do Brasil, que pertencia a Casimiro. O carioca atingiu 545 mil viewers no dia 24 de janeiro deste ano durante a exibição do o documentário “Neymar, o Caos Perfeito”, série original da Netflix com a presença do craque brasileiro.

FELIPE NETO? NÃO MAIS!

Durante a live do Gaules, foi dito que o recorde de uma transmissão de streaming pertencia a Felipe Neto, que atingiu 600 mil espectadores através do Youtube. No momento em que a informação foi repassada na live, Gaules estava com 550 mil. Mas, em três minutos, os fãs se mobilizaram e a stream de Gaules chegou a incrível marca de 700 mil links.

TWITCH DO GAULES

Famoso por ter passado por períodos difíceis em que teve que lidar com a depressão, Gaules é um dos streamers mais queridos dos brasileiros. Com foco principal em transmissões de Counter-Strike: Global Offensive, o popular CS:GO, o streamer exibe vários outros jogos e também partidas ao vivo da NBA, maior liga de basquete do planeta. Gaules também realizou transmissões de alguns jogos do Campeonato Carioca neste ano. As lives são transmitidas através da plataforma online de streaming Twitch.TV.

HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO E RESILIÊNCIA

Gaules afirmou que pensou até mesmo em tirar sua própria vida durante um difícil período de sua vida. O streamer contou um pouco da sua história de vida, e de como se segurou no CS para conseguir seguir em frente na sua vida e obter suas conquistas atuais:

“O meu sonho era fazer parte daquela panela, do time da Monkey Tatuapé [lan-house]. Todo dia eu ia para lá querendo uma vaga no time. Primeiro porque eu não tinha condições de pagar [pelas horas] e o patrocínio dos jogadores era jogar de graça enquanto não havia nenhum cliente. E também porque queria estar no melhor time da lan-house que eu frequentava”

“Todo dia eu ouvia não. Era um grupo bem fechado e eu ia o máximo possível [pedir a vaga]. Eu chamava para x1, x2, jogava contra o time deles nos treinos”.

Foi ali que criei essa visão de resiliência. Que ninguém ia falar para mim o que eu podia ou não fazer. Não me importa o que os outros acreditem, desde que isso não impacte a minha crença. Não era arrogância, era confiança que eu poderia fazer mais do que os outros.

Eu estudava o jogo. Eu assistia o melhor da lan jogando, porque eu não tinha dinheiro para pagar a hora. Eu ia para o campeonato porque eu queria estar naquele ambiente todos os dias para conseguir a minha chance” – Declarou Gaules, no início de seu sonho de viver a partir de jogos virtuais.