Home Futebol CBF ameaça tirar pontos de clubes no Brasileirão em casos de racismo

CBF ameaça tirar pontos de clubes no Brasileirão em casos de racismo

CBF, que está sob comando de um homem negro pela primeira vez, pretende combater o racismo de forma mais ativa na atual gestão

Fabrício Carvalho
Jornalista formado / Rio de Janeiro. Redator de notícias, artigos e relatos sobre futebol nacional e internacional

Ednaldo Rodrigues afirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (6) que a CBF não irá tolerar atos de racismo na temporada 2022 e afirmou que clubes de todas as divisões poderão perder pontos no campeonato em caso de injúria racial.

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Além disso, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol afirmou que enviará um documento à Conmebol solicitando que a entidade máxima do futebol sul-americano endureça as punições em casos de racismo da Copa Libertadores e Copa Sul-Americana.

Cabe ressaltar que a Conmebol chegou a anunciar aumento considerável de multas aos clubes das torcidas que cometerem atos de racismo, mas Ednaldo Rodrigues afirmou que multas financeiras não são o bastante.

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Na Libertadores deste ano foram relatados casos de racismo contra os brasileiros na Copa Libertadores em jogos do Fortaleza, do Palmeiras, do Corinthians, do Red Bull Bragantino e contra o Flamengo.

Por fim, a CBF confirmou que realizará um seminário na próxima semana com representantes da FIFA, da Conmebol, dos clubes que disputam torneios organizados pela CBF, pelos dirigentes de federações, do STJD e do Ministério Público para levantar a discussão contra o racismo.

Veja o que disse Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF

“Não concordo com apenas multa financeira ao clube que tiver um torcedor racista. Não se combate a discriminação apenas aumentando a multa. Tem que ser de forma mais dura. O clube precisa sofrer uma punição esportiva. Quero que o time do torcedor identificado cometendo um ato racista perca pelo menos um ponto na tabela do campeonato. Só assim acredito que vamos pacificar os estádios.

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O clube tem que ser punido por não ter conseguido educar o torcedor que entra no seu estádio. Com a punição esportiva ao clube, conseguimos envolver o torcedor nesta luta antitracista. O torcedor seria um fiscal contra o preconceito na arquibancada. Quero propor uma ampla discussão aqui no Brasil para a próxima temporada. Vou pedir a perda de pelo menos um ponto a partir do ano que vem. Essa discussão será boa para ver quem realmente quer combater o racismo no futebol.”

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