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Cruzeiro pede punição ao Grêmio por gritos homofóbicos; STJD traz detalhes da ação

Ofensas teriam ocorrido em último confronto entre as equipes, válido pela Série B

Erick Montezano
Colaborador do Torcedores

Crédito: Imagem: Pedro H. Tesch/AGIF

Nesta Quarta-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) confirmou a inclusão da notícia infração por parte do Cruzeiro contra o Grêmio por gritos homofóbicos na partida entre os dois times, no último fim de semana, no estádio Independência, em Belo Horizonte, válida pela sexta rodada do Brasileirão Série B.

O time de Minas pede que o Tricolor Gaúcho seja punido 243- G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em “raticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

De acordo com o STJD, a ação foi encaminhada para a Procuradoria da Justiça Desportiva para que seja feita análise do possível ocorrido. O clube mineiro pediu em ofício que o Grêmio sofra punição no parágrafo segundo do artigo 243-G, que indica multa de R$ 10 a R$ 100 mil à instituição pela seguinte infração: “A pena de multa prevista neste artigo poderá ser aplicada à entidade de prática desportiva cuja torcida praticar os atos discriminatórios nele tipificados, e os torcedores identificados ficarão proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de setecentos e vinte dias”, segundo o parágrafo.

No documento, o Cruzeiro traz em contexto a forma como os gremistas se comportaram no decorrer da partida. De acordo com a equipe Celeste, os torcedores gaúchos chamaram em tom de deboche  a torcida “Máfia Azul”, do Cruzeiro, de “Maria Azul”. E não para por aí, a equipe mineira alega também que os gremistas faziam cânticos homofóbicos do tipo “Maria joga vôlei”.

A decisão do Cruzeiro é uma resposta aos gaúchos que, nesta segunda-feira, dia 9, coletaram uma série de provas, tais como áudios das transmissões na TV e no Rádio, e passou ao STJD, também como meio de infração.

Segundo o jurídico do Grêmio, é necessário identificar os fatos e evitar que essas situações se repitam no futuro.