O Cruzeiro terminou 2021 como parte de um clube ao qual os mineiros nunca gostariam de estar: entre os times de futebol que chegaram a R$ 1 bilhão em dívidas, conforme indicou o balanço orçamentário do clube em 2021, apresentado na última semana.
No número total, a Raposa teve R$ 1,043 bilhão em dívida total, mas nas considerações para a dívida ativa, decidiu considerar os R$ 970 milhões do passivo circulante, que são as dívidas que terão que ser pagas pelo clube em até um ano, como empréstimos e dívidas tributárias.
Cruzeiro tem dívida na casa de R$ 1 bi antes da venda da SAF a Ronaldo – (https://t.co/anGw7CmUCO) #cruzeiro pic.twitter.com/bE6xUbXrwv
— Torcida Cruzeiro (@tdacruzeiro) May 5, 2022
E como chegar ao valor de mais de 1 bilhão? O jornalista Rodrigo Mattos, do Uol Esporte, mostra que uma parte deste passivo (de R$ 13 milhões) são de dívidas as quais não há uma obrigatoriedade tão imediata para pagar, como contratos, luvas e outros adiamentos. Em relação ao balanço de 2020, os débitos cruzeirenses subiram em R$ 80 milhões.
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Na alegação feita pela diretoria do Cruzeiro em seu balanço, muito da dívida bilionária em 2021 tem a ver com os diversos acordos que teve fazer com ex-atletas, que cobravam dívidas trabalhistas do clube. Além disso, as dívidas na Fifa, que causaram vários transfer ban, também tiveram seus valores corrigidos, o que implicou no crescimento dos valores ao quais o clube tem que pagar.
Parte destas dívidas (como os transfer bans) foram pagos por Ronaldo assim que firmou o acordo inicial de compra da SAF (Sociedade Anônima do Futebol), fechado em definitivo em abril. Segundo a lei que regulamentou o clube-empresa no futebol brasileiro, parte das receitas (20%) e dos dividendos (50%) da gestora da Raposa devem ser destinados para quitar tais dívidas.
Uma das condições para que o Fenômeno assinasse o contrato de compra da SAF foi que o Cruzeiro entrasse em regime de recuperação judicial, o que já ocorreu. Além disto, faz parte de um programa do Governo para a redução de débitos tributários.

