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F1: McLaren acha solução para driblar teto de gastos e deve dar “all in” em investimento

Chefe da McLaren, Andreas Seidl revelou que solução para gastar menos e, ainda melhorar carro, é investimento pesado em pesquisa e desenvolvimento

Danilo Lacalle
Jornalista de formação, e atleta por opção. Especialista em esportes americanos e apaixonado por esportes radicais.

Crédito: Mark Thompson/Getty Images

A capacidade de melhorar o pacote sem ferir o teto de gastos tem sido um dos principais problemas de todas as equipes da Fórmula 1, na temporada de 2022. Esse desafio fez com que Andreas Sidl, chefe de equipe da McLaren, se movimentasse a ponto de tentar encontrar uma solução para o obstáculo que eles têm enfrentado. Com isso, o Chefe revelou que a melhor forma de manter as duas coisas caminhando em paralelo, é conseguir dar o máximo esforço quando se trata de pesquisa e desenvolvimento, antes mesmo de buscar a construção de atualizações para a temporada.

Segundo Seidl, as equipes sempre tenderam a produzir inúmeras partes novas para os carros, fazendo testes ao longo do ano. Mas isso teria ficado no passado. Isso porque, como o teto de gastos, essa possibilidade se tornou limitada. E, agora, faz muito mais sentido investir na pesquisa para entender quais são as atualizações fortes o bastante, antes de construir de fato.

“Quando você atualiza o carro ao longo da temporada, precisa considerar uma enorme variedade de parâmetros e circunstâncias. O teto orçamentário e o tempo limitado de CFD e túnel de vento de um lado e a questão de quando exatamente trazer grandes atualizações”, revelou Andreas Seidl, Chefe da McLaren, em entrevista à Motorsport-Magazin, revista alemã. “Isso fazia a diferença antes e faz depois da introdução do teto orçamentário. Neste ano, precisamos dar um ‘all in’ e pesquisar e desenvolver em diferentes direções. Depois, quando percebermos que uma certa direção dessas entrega um certo nível de desempenho, damos os próximos passos nela”, completou.

Mesmo com desafios e uma corrida disputada no GP de Miami, Seidl acredita que a situação será bem diferente para a McLaren na Catalunha, neste próximo domingo.

“A pista se encaixa melhor com nosso pacote uma vez que testamos lá na pré-temporada. Claro que algum tempo passou, mas, como todo mundo, temos trabalhado em nosso carro e contamos com uma compreensão muito maior do que tínhamos nos testes de Barcelona ou até no Bahrein, quando nossos carros ainda eram bem jovens”, finalizou Andreas Seidl.