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Juca Kfouri sugere punição pesada após homofobia em Corinthians x São Paulo: “Talvez seja a melhor solução”

Caso de homofobia marca clássico entre Corinthians x São Paulo

Paulo Foles
Jornalista, amante da escrita e apaixonado por esportes. Falo sobre futebol internacional, nacional e esportes americanos, principalmente NFL e NBA. Santista e apreciador do bom futebol. Twitter: @PaulFoles

Foto: Crédito: Reprodução

Neste domingo (22), Corinthians x São Paulo ficou marcado por cantos homofóbicos por parte da torcida presente na Neo Química Arena. No podcast Posse de Bola, o jornalista Juca Kfouri sugeriu uma punição pesada para casos de homofobia.

“Quanto aos gritos homofóbicos, eu quero até fazer justiça aqui às declarações do presidente do Corinthians pós-jogo, repudiando os gritos homofóbicos. Eu vou voltar a bater na tecla que significa até uma mudança de opinião que eu tinha durante anos. Eu não acho que o clube deva ser punido com perda de pontos ou com multa por causa de comportamento do torcedor deste tipo, desta gente retrógrada, obscurantista”, começou dizendo o jornalista.

A situação aconteceu no início do segundo tempo de Corinthians x São Paulo. O árbitro Wilton Pereira Sampaio notificou o quarto árbitro sobre os cantos homofóbicos por parte da torcida e, no fim do jogo, o episódio foi relatado na súmula da partida.

“Acaba punindo o clube porque não terá a renda, mas quem sabe você estimule assim o comportamento que a gente viu mesmo no domingo, no clássico. O idiota acendeu o luminoso na hora em que o Corinthians estava melhor e que as pessoas no entorno mandaram ele apagar, xingando ele. Quem sabe se fechando portão de estádio o torcedor do lado impeça que o cretino cante o hino homofóbico ou tome uma atitude racista? Me parece que essa é a melhor solução”, completou Juca Kfouri após a situação no empate de Corinthians x São Paulo.

Duílio Monteiro Alves, presidente do Corinthians, se pronunciou sobre o caso

“A gente é totalmente contrário a esse tipo de canto, mesma forma que é contra racismo e agressão a mulher. Esse tipo de canto, de homofobia, nós somos contra. A gente vem conversando com torcedores, fazemos campanhas. Todas as vezes que começaram os gritos, botamos no telão, a locutora reprimiu. A gente não acha correto. O futebol está mudando. A torcida até parou de fazer a ofensa que estava fazendo. Temos de insistir nisso para acabar com qualquer discriminação. Estamos em 2022, não faz mais sentido, mesmo no futebol, é hora de parar”, afirmou o presidente do Corinthians.