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Náutico: Jean Carlos punido em dez jogos, mas em partidas do estadual; confira

A confusão ocorrida após sua expulsão na final do estadual rendeu ao jogador uma punição que poderia ter saído muito mais pesada

Anderson Carlos Meira Rodrigues
Colaborador do Torcedores

Crédito: Tiago Caldas / CNC

Jean Carlos foi julgado

Nesta segunda feira (16) o meio campo Jean Carlos, jogador do Náutico, foi julgado por atos cometidos no segundo jogo da final do estadual pernambucano deste ano. A acusação: tentativa de agressão a juíza da partida Deborah Cecília. Assim, esta noite para Jean Carlos e o todo o Náutico foi considerada decisiva. Uma vez que, o atleta, poderia pegar um “gancho” de muitas partidas, o que comprometeria a participação do Náutico na série B. Visto que Jean Carlos é o jogador de maior destaque no elenco atual.

Em um julgamento que chegou próximo a três horas o Tribuna de Justiça Desportivo, entendeu que deveria absorver o jogador da acusação de tentativa de agredir a arbitra do jogo. Mas terá que cumprir uma suspensão de dez jogos no Campeonato Pernambucano. Vale ressaltar, que a expulsão de Jean Carlos se deu por ter dado uma cotovelada no jogador Yuri Bigode do Retrô. A punição poderia ter sido de até doze jogos. Então, no caso, o meia alvirrubro não recebeu pena máxima.

Com isso, o que poderia ser uma pena de até 90 dias, nos próximos jogos do timbu no nacional caiu para dez jogos e, que só podem ser pagos, no próximo ano. A arbitra da partida, Deborah Cecília, relatou na súmula da partida que Jean Carlos teria partido para cima da mesma após ter visto a indicação que estava expulso do jogo. Tal fato foi reiterado por ela no julgamento de hoje.

O jogador e sua defesa

O jurídico do Náutico que defendeu Jean Carlos nesse caso se apegou nas imagens. Sobretudo pelo fato de que mesmo tendo ido ao encontro da árbitra, o jogador não chegou a agredi-la fisicamente. Ou seja, o fato da agressão não ter  sido realizada. Além de não existirem provas concretas que esta era a intenção do jogador. Tal versão é a mesma dada por Jean Carlos dias depois do ocorrido. Segundo o meia ele não teve nenhuma intenção de agredir Deborah Cecília.

Um caso de muita discussão

Por se tratar de uma suposta agressão e a arbitragem naquela partida ter sido feita por uma mulher, muitos outros debates surgem. Em um país onde a violência contra a mulher é um problema a ser enfrentado, os atos daquele jogo ultrapassaram a linha do futebol. Com isso, várias opiniões foram dadas e muita expectativa ficou ao entorno deste julgamento. Mas, talvez, a maior das discussões poderia ser: até que ponto um jogador pode demonstrar sua irritação pós decisão de arbitragem? Melhor dizendo: será que dentro do futebol valores morais devem ser pensados?

No campo jurídico as autoridades competentes cuidaram do caso. O jurídico do Náutico hoje pode comemorar uma vitória. Pelo lado do jogador e do clube tal situação tornou-se um grande alívio, afinal Jean Carlos poderá jogar a Série B. Pelo lado da árbitra Deborah Cecilia ainda não sabemos qual será seu sentimento, nem tão pouco, da classe de arbitragem.

Mas em resumo Jean Carlos foi absolvido da denúncia de agressão tendo apenas que cumprir suspensão de 10 jogos no próximo Campeonato Pernambucano por sua expulsão.