O atacante Luan está livre no mercado da bola. Ex-Atlético-MG, o jogador estava no Goiás, mas optou pela rescisão contratual com o Esmeraldino e está de volta a Belo Horizonte. Agora, aguarda eventuais ofertas para definir os próximos passos da carreira.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Luan foi perguntado se aceitaria um convite para jogar no Cruzeiro. Por toda sua história com a camisa do Atlético e identificação com a torcida, diria não.
‘É difícil. Já recebi algumas coisas do Cruzeiro através de empresário, mas eu respeitei muito. Seria injusto da minha parte jogar no maior rival do Galo, pois há outros clubes para jogar. Eu agradeço as pessoas, igual o Mattos [Alexandre] que entraram em contato, mas aqui em Minas jogaria apenas no América e Galo. Em respeito a camisa do Atlético jamais jogaria no Cruzeiro”, disse.
Luan quase parou no Cruzeiro em 2013
Durante o programa ‘Mesa Redonda’, Luan conta que recebeu uma proposta do Cruzeiro antes de fechar com o Atlético.
“Não tinha só o Cruzeiro. Tinha o Inter, o Grêmio e o São Paulo, que na época o Rogério Ceni tinha conversado. Mas o Cruzeiro foi sim, na época. Fiz um grande jogo contra eles pela Ponte Preta, o ataque era eu e o Roger, que hoje é treinador”, relembrou.
Aos 31 anos, Luan fala da importância de Deus na sua ida para o Galo. Uma ligação que mudou sua vida.
“Minha vinda para o Atlético foi por uma revelação. Estava em casa e um pastor me ligou dizendo que não fizesse nada sem a permissão de Deus e que eu receberia uma ligação muito importante no dia seguinte que mudaria a história da minha vida. Eu estava na casa da Jéssica, a minha esposa, estava dormindo. Ela me acordou dizendo que tinha uma ligação. O André Cury e o Beto Rappa [empresários de futebol] já estavam aqui e tinham acertado tudo com o Atlético. Eu nem queria saber os valores. Eles diziam: ‘você vai ganhar muito dinheiro e vai jogar com o Ronaldinho’. Eu disse: ‘é mesmo?’”, iniciou.
“Eu era tão concentrado na minha vida, de jogar em um time grande que eu não tinha noção. Tá bom, vou lá, vou jogar. Quando cheguei, era uma pressão imensa. Olhei o ataque tinha Bernard, Tardelli, Jô, Ronaldinho, Alecsandro… falei: ‘onde eu vou jogar? (risos)’. Trabalhei e fiz toda essa história no Galo”, continuou.
Luan chegou ao Atlético em 2013, vindo da Ponte Preta. Pelo alvinegro, o ‘Maluquinho’ foi campeão da Copa Libertadores (2013), da Copa do Brasil (2014), da Recopa (2014) e três vezes do Campeonato Mineiro (2013, 2015 e 2017).
Ao todo, Luan disputou 304 jogos pelo Atlético e anotou 48 gols.
Agenda
O elenco do Atlético inicia hoje a preparação para o duelo com o Palmeiras, domingo, 16h, no Allianz Parque. Empatados na liderança com 15 pontos, o duelo vale a ponta isolada do Brasileirão.
Mercado
De la Cruz tem preferência por dois clubes no Brasil
Segundo a jornalista Raisa Simplicio, De la Cruz gostaria de jogar na Europa. No entanto, ainda não recebeu nenhuma oferta do continente europeu e vai avaliar eventuais projetos que possa receber. Ao mesmo tempo, não descarta também permanecer no River.
Raisa ainda informa que no Brasil há dois clubes que o estafe de De la Cruz dá preferência: Atlético-MG e Palmeiras. A informação animou torcedorea dos dois times.
Concorrência deve turbinar salário futuro de De la Cruz
A princípio, o River tenta renovar seu contrato, mas até o momento não há nenhuma movimentação que garanta a permanência de De la Cruz. Com uma alta concorrência, a probabilidade é que valores ligados a uma possível compra e também ganhos mensais sejam ainda mais valorizados.
Hoje, De la Cruz recebe no clube argentino uma quantia próxima de 1 milhão de reais. A informação é do jornalista Jorge Nicola.
“Engana-se quem pensa que De la Cruz por estar perto de ficar livre será uma operação barata. Atualmente, o meia uruguaio ganha R$ 900 mil reais por mês. E diante da concorrência de times brasileiros, é natural que o seu salário seja inflacionado e com direito a luvas, aquele tradicional prêmio pela assinatura do contrato e ele se torne um jogador bem mais caro a partir de 2023”, disse Nicola em sua coluna no Superesportes.
Saídas
Diretor de futebol do Atlético, Rodrigo Caetano admite que, dependendo do que chegar de fora, é possível que algum outro atleta possa sair.
“Espero que não precise. Mas, se precisar, vamos ter que fazer. Depende de uma série de fatores. Não quero entrar aqui, porque também não é minha parte, questões relacionadas até a ativo imobilizado do clube, porque senão o clube ainda segue precisando de receita”, disse ao Superesportes.
No elenco atual, atletas como Guilherme Arana, Nathan Silva, Allan, Guga e Zaracho estão entre os mais valorizados.

