Home Futebol Zico vê vaidade no Flamengo e manda ‘recado’ para Paulo Sousa: ‘Não pode abrir mão’

Zico vê vaidade no Flamengo e manda ‘recado’ para Paulo Sousa: ‘Não pode abrir mão’

Ex-camisa 10 do Flamengo alertou para a política adotada no futebol

Eder Bahúte
Eder Bahúte integra o time do Torcedores.com desde 2016. Na cobertura esportiva, atua como redator e tem como foco principal o futebol brasileiro, internacional e mídia esportiva. Diplomado pela Universidade Paulista, o profissional acumula experiência em radiojornalismo e mídia impressa, além de participação em eventos da Copa do Mundo e Paulistão.

Considerado o maior ídolo da história do Flamengo, Zico quando fala sobre o ex-clube todos automaticamente param para ouvir ou ler. Em entrevista para o jornal ‘O Globo’, o Galinho falou sobre muitos assuntos, entre eles o momento atual do rubro-negro. Diferentemente de Paulo Sousa, o camisa 10 da Gávea não aprova o rodízio de jogadores, mas sim uma sequência.

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Na sua visão, há quatro jogadores que Paulo Sousa não pode abrir mão. Zico diz que Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol devem sempre jogar juntos. Assim como era feito por Jorge Jesus, ele é favorável a continuidade de um time titular.

“A meu ver, por exemplo, o Arrascaeta jogava numa posição diferente com o Jorge Jesus. Acho que o Flamengo hoje não pode abrir mão desse quarteto (Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol). Num jogo um ou outro não está bem, mas eles se entendem de olho fechado. E eles todos querem jogar. Quando você ganha, tem mais vontade de jogar. Nosso time queria estar em campo todo dia. Estava feliz. O coletivo faz correr menos, estava sempre organizado para atacar e defender, o desgaste é menor. Se está espaçado, cada dia um time, hoje o Rodinei, amanhã o Isla, depois o Matheuzinho. Cada um tem uma característica, uma maneira de ser. Futebol é assim”, avalia Zico.

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Vaidade no Flamengo?

Sobre o departamento de futebol do Flamengo, Zico aponta para a “vaidade” como grande problema. Sem citar nomes, o Galinho criticou a política adotada na pasta, de “comprar jogador pronto”. Apesar de ter dado resultado em 2019, ele  questiona a necessidade dessa prática nos dias de hoje.

– O Flamengo adotou uma política. Forma jogador, vende porque está muito caro, e compra jogadores. Deu certo em 2019. Mas será que vai continuar dando certo? Mas onde eu entro ali, onde entra a questão para mim? A vaidade. Se faz um time de base e dá certo, o trabalho é da base, não o meu. Se eu vendo, trago gente, é o meu trabalho. Comprou pronto. Foi o que aconteceu com nossa geração. O que o Flamengo gastou com a gente? Hoje o Flamengo gasta. Tem outra estrutura. A gente dormia um em cima do outro. Hoje todos têm contrato. O nosso era ajuda de custo – disse Zico,

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