A Andretti quer levar pilotos norte-americanos de volta ao grid da Fórmula 1. O último a alinhar um carro na categoria foi Alexander Rossi pela pequena Manor em 2015. É essa a “missão” que a Andretti Autosport vê como sua ao continuar pleiteando uma vaga, entre as 10 equipes que compõem o grid atual.
“Queremos ser uma equipe americana que permita que pilotos americanos se desenvolvam no futuro.”, sintetiza Michael Andretti ao Motosport.com
Michael chegou a tentar uma carreira na F1: em 1993, ele disputou 13 GPs pela McLaren ao lado de Ayrton Senna. Mas o sonho chegou ao final mesmo com um 3º lugar na etapa de Monza, naquele mesmo ano. Foram apenas sete pontos conquistados ao fim do campeonato mundial.
“Quero ter certeza de que poderemos tirar as crianças do kart e abrir as portas para elas. Se forem bons o bastante, espero que possam ir para a F1, e teremos uma equipe para isso. Haverá esse acordo legítimo”, salientou o hoje empresário, na mesma entrevista.
Andretti já tem seu piloto preferido para ingressar na F1
E se depender do dirigente, o seu sonho é ver Colton Herta em um cockpit na categoria máxima do automobilismo.
“Ele (Colton) deveria estar na F1 agora, tem talento para isso, mas o dinheiro dos patrocinadores acabou, então voltou para os Estados Unidos e seguiu o caminho”, enfatizou Michael, sobre seu atual piloto na Fórmula Indy.
O também ex-Newman Haas aproveitou para chamar a responsabilidade para si no quesito “abrir portas” para corredores norte-americanos, fora do país.
“Não há ninguém por aí fazendo isso. É onde queremos estar. Não há uma maneira legítima de um piloto americano entrar na F1. Isso simplesmente não existe. Queremos pavimentar esse caminho”, concluiu.
Michael e sua saga para ter uma equipe na F1
As tratativas dos Andretti com a Fórmula 1, vem desde 2022: na ocasião, a família chegou a quase comprar as operações da atual Alfa Romeo. Mas segundo a imprensa internacional questões de valores a serem pagos, dificultaram o desfecho positivo das negociações.

