O Atlético-MG vive diversos dilemas, o principal deles sendo fora de campo. Depois dos vários investimentos a serem feitos para trazer reforços e conquistar o Brasileirão Série A e a Copa do Brasil em 2021, o clube poderá correr o risco de ver seus planos ameaçados pelos custos de tal projeto.
O principal delas é a dívida, a maior do futebol brasileiro. Segundo estimativa do blog ‘Negócios do Esporte’, do GE, os débitos do Galo chegam a R$ 1,3 bilhão, sem que haja um panorama para que, ao menos, uma fatia substancial destes valores possam ser pagos. Isto apesar das receitas em 2021 terem aumentado e chegado a R$ 47 milhões. muito por conta de premiações das competições que disputou.
O aumento da dívida, que se tornou mais explosivo a partir de 2020, quando ela saltou de R$ 830 milhões para chegar à casa do bilhão, E coincide com o começo do projeto da atual cúpula atleticana de investir forte na compra de atletas enquanto buscavam resolver os problemas financeiros. A prioridade foi trazer jogadores de nome, como Hulk, Nacho Hernández, Guilherme Arana, Zaracho e outros visando recolocar o Atlético-MG no caminho das conquistas. Tudo isso financiado com os investimentos liderados pelo empresário Rubens Menin, principal mecenas do futebol do clube.
Se os títulos vieram, também veio o aumento da dívida, cujos valores a longo prazo vem aumentando (R$ 784 milhões em 2021), apesar de que os débitos a curto prazo terem diminuído em relação a 2020 (Em 2021, estes números são de R$ 552 milhões). Boa parte das dívidas vem de origem dos empréstimos dos mecenas para poder investir na compra de reforços.
Dirigentes do Atlético-MG tomaram a decisão, três anos atrás, de reestruturar o clube ao mesmo tempo em que faziam enormes investimentos, com apoio de mecenas. Resultados esportivos chegaram. E os financeiros? Quais são os riscos? Contamos no @geglobo.
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— Rodrigo Capelo (@rodrigocapelo) June 21, 2022
Diante do panorama de ver as dívidas aumentando, o risco de que o Galo veja tal projeto sofrer danos existe. Por conta disso, o clube tem procurado alternativas para isto e uma delas é a venda do Diamond Mall. Parte do shopping, localizado perto da sede atleticana, ainda tem o controle da equipe e há negociações para a venda, na qual espera-se conseguir até R$ 320 milhões para abater dívidas de maior vulto.
Transformar o Atlético-MG em SAF também está na pauta do clube. A ideia já foi sugerida recentemente por dirigentes, embora ainda não tenha sido criada um discussão prática. Com a negociação do futebol do clube para investidores, também parte das dívidas poderia ser abatidas, reduzindo o impacto nas contas do clube.
Operações mais imediatas como a venda de jogadores também poderia estar na pauta, embora tais movimentações possam causar alterações no projeto dentro de campo para o clube seguir sendo um dos poderosos do futebol brasileiro.

