Home Futebol Dirigente diz que Cruzeiro ainda vive ‘sufoco’ para pagar salários

Dirigente diz que Cruzeiro ainda vive ‘sufoco’ para pagar salários

Diretor da Raposa vê situação financeira como ‘estável’ e estima que recursos irão crescer nos próximos anos

Por Victor Martins em 08/06/2022 13:21 - Atualizado há 4 anos

Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Vivendo uma crise financeira nos últimos anos, o Cruzeiro vem buscando em sua nova era como SAF voltar a ter alívio para poder fazer investimentos e evitar os recorrentes problemas de atrasos salariais. Para que isto aconteça, o time tem que fazer grandes esforços para honrar seus compromissos

Pedro Martins, diretor-executivo cruzeirense, deu entrevista ao jornalista Samuel Venâncio, e revelou que a situação financeira da Raposa começa a caminhar para uma estabilidade desde a chegada de Ronaldo ao controle do futebol do clube. Mas que o processo do atual gestor em revitalizar o clube ainda não é suficiente para gerar receitas que possam dar tranquilidade para poder pagar salários de jogadores e funcionários em dia.

“O Cruzeiro hoje vive um momento de maior estabilidade financeira. Mas eu reforço: quando a gente senta com o financeiro, é sempre um sufoco. O fim de mês é sempre muito justo. Não tem sobra, não tem como gerenciar os recursos de uma forma mais tranquila. Pagar salário em dia ainda é um sufoco”, disse Martins.

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A política de corte de gastos no futebol cruzeirense tem ajudado a suprir o time de recursos para poder pagar as contas e os salários em dia. A economia estimada ao orçamento previsto pela diretoria (ainda da ‘associação civil) para a temporada é estimada em 60%.

Para Pedro Martins, a continuação da política da contenção de gastos no futebol do Cruzeiro nos próximos anos fará com que a Raposa possa ter ainda mais espaço em cofres para honrar os compromissos. Mesmo que isto queira dizer que, por enquanto, reforços de maior peso estejam fora do alcance da SAF.

“Não tenho dúvida de que os próximos anos tendem a ser mais tranquilos, se a gente continuar com este modelo de gestão, de muita rigidez. A gente não vai se deixar levar pela vontade de reforçar o time de maneira imediata, não tem negociação emocionada. É tudo muito ajustado com o financeiro. A gente respeita o orçamento e tudo o que faço é levando em conta que tenho que pagar o salário no fim do mês. Temos uma folha média na Série B. Não extrapolamos isso em momento algum”, declarou o diretor.

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