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Cruzeiro envia plano ao TRT para centralizar dívidas trabalhistas

Raposa adotará Regime Centralizado de Execuções (RCE) para ordenar pagamento de débitos aos credores; plano está previsto para as SAFs

Por Victor Martins em 06/06/2022 13:43 - Atualizado há 4 anos

Divulgação/Facebook Oficial do Cruzeiro

O Cruzeiro ainda vive o drama de ter que sofrer com processos e mais processos por conta de dívidas com ex-jogadores e funcionários. Para evitar tais problemas, o clube decidiu apresentar a seus credores um plano para facilitar o pagamento de tais débitos.

De acordo com o GE, a Raposa apresentou ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) o plano ao qual o clube pretende arcar com o pagamento das dívidas. Tal pedido, feito na última semana, usará o chamado Regime Centralizado de Execuções (RCE), presente na lei que permite a criação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) e que organiza os débitos em um único processo, com destinação de verbas para pagar tais acordos e evitar penhoras.

São mais de 300 processos movidos contra o clube na Justiça do Trabalho, mas o valor de todos estas ações ainda não foi compilado pelos cruzeirenses. Isto porque muitos dos processos ainda tiveram sua execução decidida, impossibilitando ver o impacto real de tais processos para o time mineiro.

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Davidson Malacco foi o advogado a ajudar o Cruzeiro na criação do plano para centralizar as dívidas. O acordo, inicialmente, irá pagar credores considerados preferenciais segundo o que prevê a lei da SAF. Depois, assim que estas dívidas forem pagas, haverá um rito para que as outras dívidas sejam pagas. Estas se dividiriam em quatro grupos, nas quais há a chance destes credores aceitarem deságio para receber os débitos que reclamam.

“Este plano foi construído com o objetivo único de alinhar os interesses do clube e de seus credores, levando-se em conta a sua atual situação financeira. Buscando assim, da melhor maneira, honrar com o pagamento de seus débitos e promovendo a continuidade da instituição, sua função e o estímulo à sua atividade econômica-financeira”, declarou Malacco.

Agora, o TRT precisa aprovar o plano para que a Raposa possa colocá-lo em prática e iniciar os pagamentos para resolver, ao menos em parte, a complicada situação financeira em que está nos últimos anos.

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