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Casagrande critica mudança nas transmissões de futebol da Globo

Desligado da emissora, o ex-atacante fez críticas às mudanças que a emissora passou nos últimos anos

Por Matheus Camargo em 08/07/2022 10:00 - Atualizado há 2 anos

Reprodução / Globo

A pandemia de Covid-19 mudou as transmissões de futebol no Brasil, principalmente no Grupo Globo, detentora de grande parte dos direitos das competições.

Desligado da emissora nesta semana, Walter Casagrande concedeu entrevista ao UOL Esporte e fez críticas a essas mudanças, que passam especialmente por não levar mais a equipe de transmissão in loco aos jogos.

“Começou com a pandemia, então você fica nos estúdios, depois realmente para a emissora é mais econômico. Não vai pegar avião, hospedagem, alugar carro. Quando é no estúdio eu saio da minha casa. Teve uma certa acomodação das emissoras com essa facilidade de economizar nos estúdios durante a pandemia”, disse Casagrande.

“Acho que isso é um erro. As TVs precisam dar qualidade para o público. As emissoras precisam mostrar e dar o melhor para o público, que é a equipe estar no estádio. Isso sim é dar qualidade de transmissão, dar gosto de fazer e deixar a pessoa que está assistindo satisfeita.”

A Globo e a maioria das emissoras mantiveram os profissionais em estúdio, fazendo jogos por tubo, ou seja, por um telão, e não mais nos estádios. Isso passou a gerar economia nas transmissões.

Casagrande disse que “não conseguia acrescentar nada” com a mudança

Segundo ele, assistir a partida do mesmo ângulo do telespectador não o ajudava a acrescentar mais nada em relação ao que poderia dentro do estádio.

“No estúdio eu estou comentando igual o cara sentado no sofá. Ele só está vendo aquela imagem na TV e eu também”, lembrou o agora ex-comentarista da Globo.

“Não posso acrescentar nada para ele. Eu gosto de fazer jogo no estádio para acrescentar. É muito mais completa, profunda, prazerosa, porque você pode colocar tudo que você sabe e entende em pratica. No estúdio eu sinto que não estou conseguindo acrescentar nada (…) Eu estou no estádio fazendo uma partida, estou vendo o campo inteiro. Se o time está atacando com muita gente e poucos defensores, eu posso falar: “esse time está atacando, mas se o adversário roubar a bola, eles estão desprotegidos”. Se estou no estúdio, eu vou ver só o ataque do time. No campo, eu falo e mostro que atrás está vazio, e o narrador continua a narração. É muito mais completo, profundo, tem mais propriedade.”

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