O futebol brasileiro domina a Copa Libertadores da América mais uma vez. De oito clubes classificados para a fase de quartas de final, cinco são do Brasil: Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Atlético-MG e Athletico Paranaense. No entanto, mesmo com tantos clubes nacionais, apenas dois treinadores são brasileiros.
A tendência de técnicos estrangeiros tomou conta do Brasil nos últimos anos, especialmente após os sucessos de Jorge Jesus, Jorge Sampaoli e Abel Ferreira. Portanto, a maioria dos principais clubes têm um ‘gringo’ no comando.
Felipão, do Athletico, e Dorival Júnior, do Flamengo, são os únicos treinadores brasileiros nas quartas. O Corinthians e Palmeiras têm os portugueses Vítor Pereira e Abel Ferreira como técnicos, respectivamente. O Atlético-MG é dirigido pelo argentino Turco Mohamed.
Além dos clubes brasileiros, a Libertadores ainda conta com três argentinos: o Vélez Sársfield do uruguaio Alexander Medina (que eliminou o River Plate de Marcelo Gallardo), o Talleres do português Pedro Caixinha e o Estudiantes de La Plata do argentino Ricardo Zielinski (que deixou o Fortaleza de Juan Pablo Vojvoda para trás).
A Libertadores pode ter uma final brasileira pelo terceiro ano consecutivo. Palmeiras e Atlético-MG se enfrentam, enquanto o Athletico de Felipão tem o Estudiantes como adversário. No outro lado da chave, Flamengo e Corinthians fazem o duelo das duas maiores torcidas do Brasil e quem avançar joga contra o vencedor de Talleres e Vélez.
Felipão sonha em fazer história no Athletico: “Eu hoje, por ter vivido todas as Libertadores que já vivi, posso passar um pouco da minha experiência. Mas é diferente. Quando a gente consegue dar passos que não foram ultrapassados há tantos anos é uma situação de muita alegria”, afirmou ele.
“É um momento indescritível. Foi um dos momentos mais fantásticos da minha carreira no futebol, hoje. Fazer um gol aos 45 minutos é algo para ficar marcado pelo Furacão. E eu quero ficar na história do Furacão, sim. Porque é uma equipe que está me dando uma alegria muito grande na vida”, prosseguiu dizendo Felipão.
“É a emoção de estar revivendo trabalhos que fizemos com outros clubes. É bom de trabalhar com essa meninada porque eles te ouvem. Às vezes a gente exagera no linguajar, mas é para o bem deles. Vamos continuar. Esse é o Athletico. Estamos fazendo um campeonato equilibrado. Depois de 17 anos, passamos para as quartas de final. Estamos entre os oito melhores da América”, completou após classificação histórica na Copa Libertadores da América.

