Flamengo tem necessidade de vender jogadores mesmo com contas em dia; saiba o motivo
Rubro-Negro entende que necessidade se dá para que possa se manter ativo no mercado
Alexandre Vidal / Flamengo
O Flamengo mantém suas contas em dia e terá receitas milionárias em 2022, porém, tem no fluxo uma grande diferença do que possui para receber em comparação ao que tem a pagar em transferências. Isso porque grande parte das compras do clube no mercado são parceladas. A diferença atual é de R$ 73 milhões no valor, segundo publicou o jornalista Rodrigo Mattos, em sua coluna no UOL Esporte. São R$ 99,3 milhões a receber pela venda de jogadores, enquanto tem R$ 172 milhões a pagar. Em julho, os valores subiram ainda mais após o Flamengo acertar a compra de Everton Cebolinha por pouco mais de R$ 70 milhões.
A compensação, para o clube, precisa ser feita com vendas de atletas. A previsão do orçamento é adquirir R$ 178 milhões em negociações de atletas em 2022. O número, até o momento, está abaixo disso, na casa dos R$ 65,6 milhões. Nos últimos dias, duas vendas deram um acréscimo ao número, que foram as saídas de Willian Arão e Gustavo Henrique ao Fenerbahçe, que juntos vão render na casa dos R$ 20 milhões ao clube, batendo a casa dos R$ 85 milhões. Mesmo assim, resta mais que o dobro para que o valor seja alcançado.
Ideia é equilibrar vendas e compras como tem feito nos últimos anos
O Flamengo mantém operações recentes que exemplificam o que é o equilíbrio para o clube. Um exemplo é a compra da atual dupla de ataque do time, composta por Gabigol e Pedro. Para arcar com os vencimentos parcelados à Inter de Milão e à Fiorentina pelos dois jogadores, o clube carioca pagou cerca de R$ 50 milhões no primeiro semestre de 2022. Porém, com a venda de Gérson ao Olympique de Marselha, o clube recebeu quase o mesmo valor no mesmo período. É isso o que o clube quer para se manter ativo no mercado sem precisar ferir seu fluxo de caixa.

