Palmeiras tem um quesito ofensivo melhor que os principais clubes europeus; veja números
Verdão tem jogada fatal para os adversários; mesmo em dias ruins, time de Abel Ferreira consegue resolver jogos
Cesar Greco / Agência Palmeiras
Pôde ser visto contra o Atlético-MG, na Libertadores, uma das principais armas do Palmeiras de Abel Ferreira. Foi dessa forma que saiu o gol de Danilo, nos acréscimos, para empatar a partida no Mineirão. Em bola batida por Gustavo Scarpa, Dudu escorou e o volante finalizou para o gol vazio. Uma jogada ensaiada e executada por jogadores de baixa estatura, mas bem posicionados.
O técnico Cuca chamou a atenção a isso na coletiva pós-jogo e disse que o Palmeiras tem sua bola aérea coordenada. A citação do técnico do Atlético-MG e levou o jornalista Paulo Vinicius Coelho, o PVC, a levantar e publicar em seu blog no Globoesporte.com um dado que impressiona. A bola aérea do Palmeiras é melhor que a de todos os principais clubes europeus.
Confira os números do Palmeiras e de outros clubes na bola áerea:
O Palmeiras tem 34 de seus 104 gols na temporada marcados em jogadas desta forma. Ou seja, são 32% do total. No Brasileirão, segundo PVC, são 39%, com 13 gols em 33. A comparação foi feita com os principais clubes europeus na temporada 2021/22, já que a atual sequer começou. Veja abaixo o índice de gols em bola aérea das equipes europeias:
Manchester City – 28% de gols em bolas aéreas
Liverpool – 27% de gols em bolas aéreas
Bayern de Munique – 24% de gols em bolas aéreas
Real Madrid – 24% de gols em bolas aéreas
Atlético de Madrid – 20% de gols em bolas aéreas
Barcelona – 19% de gols em bolas aéreas
PSG – 18% de gols em bolas aéreas
Outros dois pontos chamaram a atenção. Em 2014, um dos times mais poderosos no futebol mundial no quesito foi o Atlético de Madrid, campeão espanhol e que ficou conhecido por ter marcado vários gols desta forma com Diego Simeone. Naquele ano, o time teve 31% dos gols em bolas aéreas, ou seja, ainda menor que o Palmeiras.
Além disso, o jornalista do Grupo Globo fez uma observação. Segundo ele, a jogada precisa ser uma arma e não uma dependência para o Alviverde.

