Desde a chegada de Dorival Júnior, ao Flamengo, o que se viu foram mudanças na postura e também em algumas peças do elenco. Dentro de campo, é visivelmente um time bem diferente comparado ao dirigido por Paulo Sousa. Antes sem rumo e perspectiva, hoje o rubro-negro é, para muitos, o grande favorito das ‘Copas’ ao lado do Palmeiras.
Nestes últimos meses, o Flamengo proporcionou algumas trocas no plantel. No meio-campo, por exemplo, Willian Arão e Andreas Pereira, dois jogadores que não gozavam de prestígio com a torcida saíram. Assim, Thiago Maia e João Gomes passaram a ganhar mais espaço.
“É, de fato, o Arão não faz falta alguma. Aliás, nem o Arão e nem o Andreas. ‘Ah mas o Andreas vai fazer falta’. Gente, não faz falta nenhuma o Andreas. Zero”, disse Renato Maurício Prado.
Além disso, Dorival conseguiu recuperar o futebol genial de Everton Ribeiro e Arrascaeta, peças fundamentais no setor de criação. Diante do Corinthians, pelas quartas de final da Libertadores, a dupla comandou o meio-campo do Flamengo. O 2 a 0 ficou barato pelo domínio e chances criadas pelo time dirigido por Dorival Júnior.
Como fica?
Na partida de volta, na próxima terça-feira, dia 9, às 21h30, no Maracanã, o Flamengo pode até perder por um gol de diferença para avançar à semifinal. O Corinthians precisa vencer por três gols para se classificar ou por dois para levar a decisão para os pênaltis. Quem vencer, pega o vencedor de Vélez x Talleres.
– Eu acho que temos que ter consciência de que fizemos uma grande partida. Partida importante, madura. Dentro do que treinamos, a equipe respondeu. Você valoriza a posse de bola, sem perder a agressividade. Quando os três jogadores de frente estão agressivos no combate, a equipe sofre muito menos na defesa. É comprometimento de todo mundo que entra e cumpre a função de quem estava. A equipe encontrou uma forma de jogar e está confortável – analisou Dorival.

