O São Paulo foi do céu ao inferno em poucas semanas. Antes, tido como vivo em três competições, agora vive maus momentos em todas elas. Em um intervalo de sete dias, o Tricolor tem três decisões.
Sem vitória há seis partidas, o time de Rogério Ceni recebe o Atlético-GO nesta quinta-feira (08), às 21h30, pela semifinal da Sul-Americana. Como perdeu por 3×1 no jogo de ida, precisa vencer por dois gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis, ou por três para avançar diretamente a final. O desafio é grande, mas o time paulista conta com todo apoio da torcida no Morumbi: na última parcial divulgada, 50 mil ingressos foram vendidos para o duelo.
A cinco pontos da zona do rebaixamento do Brasileirão Série A, o São Paulo faz clássico contra o Corinthians no domingo (11), às 16h. Novamente no estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Tricolor precisa dos três pontos para obter posição confortável na elite do futebol brasileiro.
Na próxima quarta-feira (14), às 21h30, a última decisão da semana: vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Flamengo, pela semifinal da Copa do Brasil. Derrotado por 3×1, o resultado necessário para se classificar é o mesmo que precisa contra o Atlético-GO.
Com esses duros compromissos nos próximos dias, o jornalista Arnaldo Ribeiro classifica o período como “semana do ano” para o São Paulo. Não só pelos resultados em campo, que trariam duas finais e maior folga na Série A, e bônus financeiros pelas decisões mata-mata, mas principalmente por questões políticas do clube.
O Conselho Deliberativo do Tricolor aprovou, nesta terça-feira (06), a proposta que permite reeleição da diretoria, incluindo o presidente. No final de setembro, os sócios devem votar para aprovar ou não a mudança no estatuto. Em caso de resultados negativos, aumenta a dificuldade dessa proposta passar, mais ainda para Julio Casares e sua comitiva serem reeleitos.

