A Copa do Mundo no Catar tem gerado muitas críticas sobre violações de direitos humanos e trabalhistas no Catar, país que proíbe a atividade homossexual para homens e mulheres. O Código Penal prevê, como pena máxima, até o apedrejamento.
Em entrevista ao jornal argentino “Olé”, Gianni Infantino, presidente da Fifa, garantiu que todos e todas torcedoras serão bem-vindos no país asiático para a disputa do Mundial, no fim de novembro.
“Posso dizer com muita clareza: todos são bem-vindos e bem-vindos no Catar, independentemente de sua nacionalidade, religião, orientação sexual ou qualquer outra característica. Sediar a Copa do Mundo da FIFA permitiu ao Catar realizar grandes avanços em direitos humanos e trabalhistas que, de outra forma, levariam décadas para serem alcançados. Não sou eu ou a FIFA que dizemos isso, são organizações internacionais independentes dedicadas aos direitos dos trabalhadores. É claro que sempre há espaço para melhorias e isso é verdade em todo o mundo, mas temos que elogiar e reconhecer o trabalho que as autoridades do Catar fizeram nesta questão”, disse Infantino.
O presidente da Fifa ainda destacou o fato de a Copa do Mundo ter os oito estádios próximos, evitando grandes deslocamentos dos torcedores.
“Esta será uma Copa do Mundo única, porque tudo será muito próximo, pois há oito estádios em um raio de cinquenta quilômetros. Será possível assistir a mais de um jogo por dia, o que também é algo inédito. Isso nunca aconteceu em outra Copa do Mundo e nunca mais vai acontecer no futebol”, comentou.
O mandatário seguiu exaltando o Mundial, que acaba impactando na vida de bilhões de espectadores.
“Desde 1978 o futebol mudou muito, mas uma coisa não mudou: ainda é o esporte mais popular do mundo e a Copa do Mundo é o maior espetáculo que existe. Em 2022, no Catar, após um período em que todo o planeta sofreu com a pandemia, as pessoas querem retomar suas vidas e se divertir novamente. Serão 5 bilhões de espectadores”, encerrou.
A abertura da Copa está marcada para o dia 20 de novembro, às 13h (horário de Brasília), com o duelo entre o anfitrião Catar e o Equador.

