Home Extracampo Copa do Mundo 2022: repórter da Rádio Bandeirantes é hostilizada durante cobertura do jogo do Brasil

Copa do Mundo 2022: repórter da Rádio Bandeirantes é hostilizada durante cobertura do jogo do Brasil

Jornalista brasileira estava cobrindo a Fan Festival em Doha, no Catar, quando foi hostilizada e ameaçada por seguranças do evento

William Nunes
Formado em produção audiovisual pela PUCRS, cineasta, redator e escritor, roteirista e Youtuber.

A Copa do Mundo do Catar continua se firmando cada vez mais como possivelmente a edição mais problemática de um mundial da história recente do futebol. A cada dia, surgem mais relatos de confusões e hostilidades sofridas por estrangeiros no país do Oriente Médio.

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Nessa sexta-feira (25/11), aconteceu mais um caso negativo na Copa do Mundo do Catar. A repórter Isabelly Morais, da rádio Bandeirantes, relatou ter sido expulsa do Fan Festival de Doha, capital do Catar. Ela contou todo o episódio, trazendo à tona a abordagem agressiva feita pelos seguranças do local.

Ela relatou que os equipamentos estavam montados e ela já estava com dois torcedores próximos a si para entrar ao vivo e entrevistá-los quando um grupo de seguranças do evento se aproximou, gritando e a expulsando do local.

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Isabelly tentou argumentar que estava trabalhando e iria entrar ao vivo, porém, o segurança não recuou nas ameaças e agressões. Nem mesmo um funcionário da Fifa que se aproximou para tentar acalmar a situação conseguiu amenizar o comportamento do homem.

Em seguida, a repórter juntou os equipamentos e se afastou para a saída do evento, enquanto ainda era ofendida e ameaçada pelos seguranças, que, segundo ela, ainda zombavam de seu nervosismo.

“Tenho quase um mês de cobertura pela frente. Sigo firme fazendo o que eu amo. E, se para os seguranças deste país, minha presença incomoda tanto, é justamente aqui que eu devo e vou estar.”, escreveu Isabelly, garantindo que continuará a cobrir a Copa do Mundo.

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Copa do Mundo no Catar tem gerado polêmica

Essa é a “Copa das polêmicas”, disso não há dúvida. Em menos de uma semana de evento, já houve muitas confusões no território do país-sede. Nesse semana, foi relatado que um jornalista que portava a bandeira de Pernambuco, estado brasileiro, foi ameaçado por seguranças do Catar, que confundiram o objeto com um símbolo da causa LGBT.

Dentro de campo, as seleções europeias têm feito protestos contra o país-sede. Elas haviam planejado usar uma braçadeira especial com as cores do arco-íris, porém, a manifestação foi proibida pela Fifa.

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