Gianni Infantino, presidente da Fifa, fez um apelo aos dirigentes do G-20 durante a 17ª cúpula na Indonésia e pediu trégua no conflito entre Rússia e Ucrânia durante a Copa do Mundo 2022, no Catar, que terá início no próximo domingo (20) e a final prevista em 18 de dezembro.
“O futebol é uma força para o bem. Não somos ingênuos em acreditar que o futebol pode resolver os problemas do mundo. Sabemos que nosso foco principal como organização esportiva é e deve ser o esporte, mas porque o futebol une o mundo, esta Copa do Mundo da FIFA em particular, com cinco bilhões de pessoas assistindo, pode ser um gatilho para um gesto positivo, um sinal ou uma mensagem de esperança”, iniciou Infantino.
O mandatário da Fifa reconheceu a incerteza atual no mundo e identificou países envolvidos no conflito e lembrou que a Rússia abrigou o último Mundial em 2018 e a Ucrânia foi candidata à competição em 2030, juntamente a Portugal e Espanha.
“A Rússia sediou a última Copa do Mundo em 2018 e a Ucrânia está concorrendo para sediar a Copa do Mundo em 2030. Talvez, a atual Copa do Mundo, que começa em cinco dias, possa realmente ser esse gatilho positivo. Então, meu apelo, a todos vocês, é que pensem em um cessar-fogo temporário, por um mês, durante a Copa do Mundo da FIFA, ou pelo menos na implantação de corredores humanitários, ou qualquer coisa que possa levar à retomada do diálogo como um primeiro passo para a paz. Vocês são os líderes mundiais; você tem a capacidade de influenciar o curso da história”, completou.
Infantino voltou a expressar a vontade em ver um armistício entre as duas nações europeias.
“O futebol e a Copa do Mundo da FIFA estão oferecendo a você e ao mundo uma plataforma única de unidade e paz em todo o mundo. Então, vamos aproveitar esta oportunidade para fazer tudo o que pudermos para começar a pôr fim a todos os conflitos”, encerrou.
A abertura do Mundial será o duelo entre o anfitrião Catar e o Equador, no próximo domingo (20), às 13h (horário de Brasília), no Al Bayt Stadium.

