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Cruzeiro hoje: clube trabalha para aprovar recuperação judicial; veja detalhes

Raposa quer contar com número mínimo de credores para que plano possa ser aprovado em reunião marcada para dezembro

Por Victor Martins em 29/11/2022 13:32 - Atualizado há 3 anos

Staff Images/Cruzeiro

O plano de recuperação judicial do Cruzeiro é uma das prioridades de momento do clube, que vem se esforçando para que este seja aprovado pelos credores quando este for discutido, no começo de dezembro. Para que isto seja viabilizado,, o clube começou a procurar as pessoas e grupos com quem mantém divídas.

O clube divulgou nesta semana em entrevista coletiva a criação de pontos de atendimento dedicados a falar com os seus credores, estes instalados nas sedes da Raposa nos bairros do Barro Preto e Pampulha. A criação destes pontos é necessária para os planos de que os credores estejam na reunião marcada para o próximo dia 7, que discutirá e votará o plano para a recuperação judicial do clube.

São duas datas previstas para isto. Na reunião do dia 7, para que haja a votação do plano, tem de haver a maioria simples dos credores cruzeirenses. Caso isto não aconteça, uma nova reunião está agendada para o dia 15 e, nesta, haverá a discussão com qualquer número de presentes ao encontro.

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“Tem o quórum da instalação da assembleia para que ela começa a discutir o assunto, mas ela precisa ter um número mínimo de pessoas. Dia 7, só vai começar a discutir o plano quando tiver a metade dos credores mais um. Se isso não acontecer, aí a gente aguarda o dia 15, que é a segunda chance. O que a lei prevê é que, na segunda convocação, a assembleia vai começar a produzir independente do número de pessoas”, disse o advogado responsável pelo processo, Daniel Villas Boas.

Como a recuperação judicial do Cruzeiro divide os credores em classes (quatro), cada uma destas tem seu próprio quórum a ser formado para que a votação do plano aconteça. Na classes 1 (processos trabalhistas) e 2 (credores com garantia real), é necessário ter o número mínimo de pessoas a comparecer à assembleia. Nas outras duas, as classes 3 (credores sem preferência ou garantia) e 4 (credores de pequeno porte), é necessário apenas a maioria de credores e de valores.

“O credor pequeno muitas vezes não tem conhecimento técnico, nem sequer assessoria jurídica. A intenção (dos postos de atendimento) é de conseguir levar a informação para esse cidadão que, às vezes, não fica sabendo do que está acontecendo. E isso geralmente não existe em recuperação judicial. Esse é um esforço adicional do clube para que a assembleia tenha mais credibilidade”, explicou Villas Boas.

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