Galvão Bueno recebe alta médica e brinca: “O Catar é logo alí”
Galvão Bueno recebe alta e se prepara para viajar ao Catar
Reprodução/SporTV
Os fãs de Copa do Mundo tiveram uma boa notícia na última terça-feira, 15 de novembro: Galvão Bueno recebe alta médica, após contrair coronavírus.
“O Catar é logo ali”, brincou o experiente narrador de 72 anos em uma série de vídeos postados em seu Instagram.
Galvão teve confirmado seu teste positivo no último dia 11 e foi internado no Hospital Albert Einstein, a pedido dos próprios médicos, para um melhor acompanhamento do caso e acelerar a recuperação.
“Eu vou dizer uma coisa: fazia muito tempo que eu não malhava desse jeito. De manhã e de tarde. Duas vezes por dia. Tá bom?”, continuou ele nos mesmos vídeos, enquanto fazia exercícios na bicicleta ergométrica.
O profissional vai para seu último mundial na narração. Após a competição, ele firmará um novo contrato com a Globo, apenas para eventos e projetos especiais, dentro do grupo de comunicação. O novo acordo vai até 2024, sem exclusividade.
Carreira
Apesar de carioca de nascimento, a carreira jornalística de Galvão começou em São Paulo. Na década de 70, integrou o time de profissionais da Rádio Gazeta ao lado de nomes como Jota Junior. Dalí para a TV, do mesmo grupo, foi um pulo participando do icônico Mesa Redonda com Peirão de Castro, José Italiano, Roberto Petri e Dalmo Pessoa.
Na década de 80, foi para a Band narrar as corridas de Fórmula 1. Já em 81, trocou a emissora do Morumbi pela Globo, ainda como narrador número 2. Com a saída de Luciano do Valle para a Band, após a Copa do Mundo de 1982, Carlos Eduardo Galvão Bueno, ganhou mais destaque na narração no canal da família Marinho. Mas ainda assim, dividindo as atenções com Osmar Santos que vinha da Rádio Globo.
Só em 1987, ele se tornou a voz principal do esporte na emissora. Em 1992, houve uma saída de dez meses para a extinta Rede OM (1982-1993), após ser convidado para ser diretor de Esportes. Naquele ano, foi o responsável por mudar a Libertadores de patamar na TV brasileira, com a exibição do primeiro título de Libertadores do São Paulo.
Por conflitos com a Rede OM, sediada no Paraná, retornou à Globo no início de 1993. Fez as Copas de 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018. Foi a voz do tetra e do pentacampeonato da Seleção Brasileira. Esteve também nos Jogos Olímpicos de 1996, 2000, 2004, 2008, 2012, 2016 e 2020. Esse último disputado em 2021, por conta da pandemia.

