O Irã não teve uma boa estreia na Copa do Mundo 2022. O país do Oriente Médio acabou sendo goleado pela Inglaterra por 6 a 2, tornando a sua situação complicada na competição.
No segundo tempo, entrou em campo o jogador que é o astro da seleção Iraniana, Sardar Azmoun. O atacante, que atualmente atua pelo Bayer Leverkusen e brilhou durante muitas temporadas no futebol russo, em especial no Zenit Saint-Petersburg, é, além de um diferencial na equipe, o atleta que mais se tornou conhecido devido ao seu apoio aos protestos que ocorrem no Irã.
Azmoun marcou 41 gols em 65 jogos pela seleção iraniana. Ele é a esperança de gols de uma equipe que tem claramente problemas para marcar muitos gols.
Foram de campo, Azmoun se tornou um inimigo do governo ditatorial do Irã, ele chegou a apoiar os protestos, algo proibido pelo país do Oriente Médio.
“Pelas regras da seleção, somos proibidos de falar até o período de treinamento terminar, mas não posso mais ficar quieto. Se for expulso da seleção nacional por isso, este sacrifício não vale nem um único fio de cabelo na cabeça de uma mulher iraniana. Vocês deveriam se envergonhar pela facilidade com que matam pessoas. Viva as mulheres do Irã!”, se manifestou o craque.
No dia seguinte, em um jogo contra Senegal, todos os jogadores iranianos se posicionaram para o hino nacional vestindo casacos pretos, sem que a camiseta da seleção ou do país aparecesse. Nesse momento, os protestos que ocorriam no Irã estavam em seu auge. Nessa mesma partida, Azmoun marcou um gol e não comemorou.
Azmoun poderia não estar presente na Copa do Mundo
Apesar de ser a grande referência da equipe, Azmoun foi considerado pelo governo do Irã como um dos maiores responsáveis pelo aumentos dos movimentos sociais que ocorrem no país, por isso, ele virou dúvida entre os convocados.
No final das contas, o técnico português Carlos Queiroz acabou confirmando o atacante entre os 25 atletas convocados. Os selecionados foram divulgados sem que houvesse qualquer interação do treinador com a mídia.

