Home Futebol Apenas dois técnicos estrangeiros já comandaram a seleção brasileira; relembre

Apenas dois técnicos estrangeiros já comandaram a seleção brasileira; relembre

Após a saída de Tite, a CBF estuda colocar um treinador estrangeiro no lugar

André Salem
Jornalista desde 2016, redator do Torcedores.com desde 2022. Apaixonado pelo futebol brasileiro, escrevo principalmente sobre o Brasileirão Série A.

A Copa do Mundo 2022 já acabou para a seleção brasileira. O Brasil foi derrotado nos pênaltis para a Croácia e se despediu do Mundial nas quartas de final, assim como foi em 2018.

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E, nas duas campanhas, o treinador era Tite. Contra a Croácia, foi, então, a última partida do técnico à frente da seleção brasileira. Em comum acordo, ele deixou o cargo após a eliminação.

Agora, a CBF – entidade que cuida da seleção brasileira, procura um novo treinador e não descarta que seja um estrangeiro.

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Com os técnicos brasileiros em baixa e os estrangeiros em alta no nosso futebol, essa é uma possibilidade real. Nomes como dos portugueses Abel Ferreira e Jorge Jesus, do italiano Carlo Ancelotti e do espanhol Pep Guardiola, são especulados.

Mas, se engana quem pensa que essa seria a primeira vez que a seleção brasileira seria comandada por alguém que não nasceu no nosso país. Se isso acontecer, vai ser a terceira vez.

A primeira foi em 1944, quando o português Jorge Gomes de Lima comandou o Brasil por duas partidas, em conjunto com o então treinador da seleção, Flávio Costa. A CBD (antecessora da CBF), tentou colocar dois treinadores para comandar a seleção ao mesmo tempo, mas a experiência não foi considerada boa, apesar de ter conquistado duas vitórias.

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Então, Jorge Gomes de Lima, que era treinador do São Paulo, voltou a se dedicar apenas ao Tricolor Paulista, enquanto Flávio Costa permaneceu sozinho até o vice da Copa do Mundo de 1950.

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O português, conhecido como Joreca, teve maior destaque comandando o São Paulo, na qual venceu três títulos de Campeonato Paulista (1943, 1945 e 1946). Ele também dirigiu o Corinthians, em 1949, por 52 jogos. Foi demitido em outubro e morreu dois meses depois.

O segundo estrangeiro a comandar a seleção brasileira foi o argentino Nelson Ernesto Filpo Núñez, em 1965, na inauguração do Mineirão.

O Brasil fez um amistoso contra o Uruguai para inaugurar o estádio. Então, a CBD convidou o time inteiro do Palmeiras, incluindo a comissão técnica, para vestir a camisa da seleção brasileira e representar o país naquele jogo.

Na época, o Palmeiras vivia a chamada “Primeira Academia”, apresentando, por muitos, o melhor futebol do país. Então, o Palmeiras, vestido de verde e amarelo, derrotou o Uruguai por 3 a 0. E o técnico do Verdão, na época, era Filpo Núñez.

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Essa foi a segunda e última vez, até agora, que um estrangeiro esteve à frente da seleção brasileira. Mas, sempre por pouco tempo.

Em Copa do Mundo, por exemplo, ainda não tivemos nenhum. Se for confirmado mesmo a chegada de um estrangeiro e ele durar no cargo até a próxima Copa, será algo inédito.

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